2013 Brenda Cordeiro

[Resenha] Uma Noite de Crime, filme

16.11.13Brenda Cordeiro

por Brenda Cordeiro



 - "Uma Noite de Crime"
 - The Purge (2013)
 - Direção: James DeMonaco
 - Roteiro: James DeMonaco
 - Elenco: Ethan Hawke, Lena Headey, Adelaide Kane, Max Burkholder e outros.
 - Thriller - 85 min - Trailer
 - Nos cinemas brasileiros desde 1 de novembro de 2013.


Minicrítica ~ Sinopse:


No ano de 2022 a sociedade americana está bem diferente do que nós vemos agora. A pobreza diminuiu, as taxas desemprego são menos de 1%, as ruas são mais seguras, violência e criminalidade estão menores do que nunca. Exceto por um dia. No dia 21 de março, todos os anos, qualquer pessoa pode cometir qualquer crime (inclusive assassinato) sem nenhuma punição por 12 horas. 

"Uma Noite de Crime" é um filme com uma premissa interessante, mas que acabou caindo nas mesmisses da maioria dos filmes de suspense.

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James Sandin (Ethan Hawke) é um rico e bem sucedido dono de uma empresa de sistemas de segurança. Ele, sua esposa Mary (Lena Headey) e seus filhos Zoey (Adelaide Kane) e Charlie (Max Burkholder) já estão acostumados com essa nova sociedade americana e na noite marcada se preparam para o confinamento que irá durar as próximas 12 horas. Tudo vai como planejado, até que o filho mais novo, Charlie, desarma o sistema de segurança da casa para deixar um desconhecido que pedia ajuda entrar. Porém esse homem estava fugindo de um grupo de joves mascarados que aparecem na porta da casa dos Sandin exigindo que entreguem o desconhecido para que possam matá-lo. Caso eles não façam isso, a família se tornará o alvo do grupo.

Uma Noite de Crime é um filme que me interessou bastante quando eu vi o trailer, por conta dessa sociedade diferente e com essa filosofia um tanto quanto questionável para solucionar a criminalidade. No filme, o dia do expurgo (ou the purge day, como no título original) realmente funciona e resolve muitos dos problemas da sociedade. As mortes que ocorrem nesse dia são tratadas como sacrifícios para um bem maior, a sociedade americana. A primeira metade do filme é muito boa exatamente por tratar dessa nova sociedade, explorando o que os cidadãos acham dessa medida e como as pessoas se preparam para o dia, uns se protegendo e outros se preparando para matar.


O problema do filme aparece na segunda metade, quando as coisas começam a realmente acontecer. Os personagens que até então pareciam sensatos começam a tomar decisões (desculpem o palavreado) imbecis.

Toda a construção da trama, que é muito bem feita, acaba sendo deixada pra trás e sendo substituída por cenas de violência, matança e um festival de clichês e personagens burros (e suas ações) clássicos de filmes de terror e suspense. É claro que o filme teria que focar um pouco na violência, mas o direto acaba fazendo isso de uma forma superficial demais e isso deixa a trama toda parecendo ser superficial.

O filme não é de todo ruim. Os personagens são bem construídos e explorados. Há um fundo de crítica a sociedade atual, pelo fato de os ricos poderem se proteger e os pobres estarem vulneráveis a qualquer ataque. O universo criado pela trama é muito interessante, mas poderia ser muito melhor explorado. Acho que essa temática daria um filme muito melhor.

Sobre a nota: Vou dar três conversinhas. Uma pela ideia original, outra pelo bom desenvolvimento do filme (até a metade) e outra pela beleza do 'vilão' (gente que sorriso é aquele?! tive até que procurar quem era o ator (Rhys Wakefield), porque me apaixonei x-x).

Nota final:
(3/5 conversinhas)




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1 comentários

  1. Falou tudo, concordo plenamente! Uma ideia inicial tão interessante se transformou em algo previsível no fim. Entretanto, o filme não é de todo ruim, é excelente para relacionarmos com direitos humanos e outras área do Direito.

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