bbc Benedict Cumberbach

Não chova no meu desfile Benedict Cumberbatch

9.9.13Elilyan Andrade



     SETEMBRO CHEGOU! E com ele o retorno das séries. Se você é um série maníaco como eu já deve estar com o calendário das estreias das séries salvas no Google Agenda. E se você, novamente, assim como eu, for fã de dramas já observou que ainda tem três semanas até que suas séries favoritas voltem. 

     O que fazer nessas três semanas? Não dá para fazer uma super maratona, já que as férias acabaram faz tempo. Que tal conhecer uma minisérie aclamada pela crítica (e pelo meu coração)? 


Don't tell me not to live just sit and putter

       Parade’s End é uma minisérie da BBC, HBO e VRT que adaptou a tetralogia de romances escritos por Ford Madox Ford. Com cinco episódios dirigidos por Susanna White (já ganhou um Bafta e já foi indicada para o Emmy) e escritos por Tom Stoppard (dramaturgo ganhador do Oscar e outros prêmios) a série que estreou em 2012, ganhou atenção da mídia por ser uma “Downton Abbey protagonizada por Benedict Cumberbatch e Rebecca Hall”. 


   De Downton Abbey, Parade’s End só tem o drama emocionante, o período histórico, o figurino belíssimo e o talentoso elenco. Enquanto Downton Abbey é uma linha crescente de emoções, Parade’s End é um caleidoscópio (como bem demonstrado na abertura que você pode conferir o making of aqui).


    Emoção é a base de Parade’s End que conta a história do triângulo amoroso entre o antiquado Christopher Tietjens, sua vingativa mulher Sylvia e a jovem sufragista Valentine Wannop, no meio da Primeira Guerra Mundial. 


Oh, life is juicy, juicy and you see
     Apesar de ser um triângulo é o casal protagonizado por Benedict Cumberbach e Rebecca Hall que rouba a cena. Separados Cumberbach e Hall são fantásticos; juntos a química dos dois é explosiva. 

      Talvez esteja aí o cerne da questão: Hall e Cumberbach fazem um trabalho tão bom com seus personagens que é impossível torcer para que a inocente Valentine (interpretada por Adelaide Clemens) fique com Tietjens.


       Benedict Cumberbach brilha na minisérie como o último dos lordes: Tietjens. Li por aí que o Tietjens de Cumberbach é bem diferente do livro (que tem 900 páginas e ainda não tive a oportunidade de ler), mas como há muito tempo deixei de esperar adaptações fidedignas achei o trabalho de Ben (como sempre) excelente. É impossível não se emocionar com esse homem que vive preso por suas convicções e sofre o pão que o diabo amassou nas mãos da bela Sylvia. 


I simply gotta march

      Sylvia Tietjens é uma vadia! Frívola, manipuladora, cruel, egoísta e inconsequente, essa é Sylvia. Mas também é linda, sedutora, apaixonante (culpa da magnífica Rebecca Hall) e apaixonada. Sylvia é uma vilã como poucas, digna de ser BFF da Carminha, e por isso torci que em algum momento ela recebesse um tapa na cara e um puxão nos cabelos digno dos barracos de Maria da Sucata (É O NOVO!!!). 


At least I didn't fake it
     Isso não quer dizer que Sylvia não tenha qualidades: a coragem e o amor pelo marido são duas qualidades de Sylvia dignas de nota. Sim, ela é apaixonada pelo marido; logo no primeiro episódio ela deixa isso claro como água em uma cena emocionante enquanto discute com o amante. Ao longo da minisérie pude observar que o amor dela é doentio e perverso, mas ainda assim amor. E é essa contradição de Sylvia que me fez torcer por uma redenção da personagem. 




       Parade's End tem muito mais, mas vou parar por aqui antes que chova os spoilers. E aí, vai encarar o drama de Parade’s End enquanto suas séries preferidas não começam?



- elilyan andrade


P.S.: As legendas utilizadas nos GIFs são versos da música Don’t Rain On My Parade que nesse século ganhou destaque na voz de Lea Michele, a Rachel Berry de Glee. ;)


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