alek beaties

[Resenha] Leviatã: A Missão Secreta, de Scott Westerfeld

31.1.13Conversa Cult

por Dana Martins
- Livro: "Leviatã: A Missão Secreta"
- Livro 1 - Leviatã
- Autora: Scott Westerfeld
- Editora: Galera Record
- No skoob
OBS: O segundo, Goliath, e o terceiro, Behemoth, já foram lançados nos EUA, mas ainda sem previsão para lançar no Brasil.







Mini-crítica - Resumo: 
Ele é um príncipe que se transforma da noite para o dia no inimigo de seu povo e precisa entrar numa corrida louca sem nem compreender o que está vivendo. Ela é uma menina que se disfarça de garoto para se alistar ao Serviço Aéreo Britânico. Como posso tornar isso mais óbvio?

Esse primeiro livro é mais a introdução ao mundo steampunk de Leviatã e aos dilemas dos dois personagens, mas não apenas isso. Scott Westerfeld nesse livro consegue apresentar e consolidar dois lados diferentes (um onde a tecnologia é baseada em máquinas de ferro, enquanto no outro animais são transformados em máquinas) numa preparação para uma nova versão da Primeira Guerra Mundial.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

“Steampunk é uma mistura entre a tecnologia do futuro e uma época do passado”

Eu imaginava uma coisa desse livro e acabou que eu fui parar no início da Primeira Guerra Mundial. Só que uma guerra mundial em um universo paralelo, onde existem máquinas de guerra tipo robôs e o estudo com DNA foi tão longe que eles conseguem criar todo tipo de ser transformando-os em máquinas. Isso não parece tão maluco enquanto você lê, acredite em mim. E há várias ilustrações no meio do livro, o que ajuda a imaginar essas coisas.

O livro é dividido entre a Deryn (a garota) e o Alek (o príncipe), cada hora você fica sabendo o que está acontecendo na vida de um. No lado da Deryn descobrimos como ela vai trabalhar no Leviatã, um "air-beast" (imagine uma baleia que funciona como avião-zepelim). Já o Alek fica fugindo em um walker (essa máquina da imagem abaixo). Quando fica claro que a guerra vai estourar e eles finalmente se encontram, o livro acaba e nos deixa com mais alguns mistérios para resolver.

Não é aquele livro tipo Eldest (segundo de Eragon) que acaba no meio da batalha, mas se você for ler esse com certeza vai ter que ler os outros para completar a história.

O walker é bem famoso, você já deve ter visto em filmes como Avatar e Sucker Punch.
Para você ver, eu resumi a maior parte do livro com aquelas duas linhas sobre a Deryn e o Alek, mas na história em si isso é desenvolvido. Enquanto eu lia o livro e ainda agora eu não sei muito bem definir esse tipo de narração, ela é diferente. Acho que foca mais na ação. A história também parece que tem muita coisa e pouca ao mesmo tempo.

Esse foi um livro simples de aventura que não reclamo de ter lido. Pelo contrário, desde 2011 quando eu li estou querendo continuar e ainda não tive tempo de comprar (dois anos procurando os outros dois livros por aqui para não precisar comprar no Book Depository, acho que já está na hora de desistir).

O que eu mais gosto é como o autor cria os dois mundo em vários níveis. Você vê a divergência clara por causa da guerra, mas ainda tem as armas (os mekanistas e os darwinistas) e até no modo de falar dos personagens. É muito legal quando o Alek e a Deryn se encontram, ele todo nobrezinho como é e ela parecendo um garotinho largado*.
*Não sei dizer se o vocabulário diferenciado para cada um ficou bom na tradução brasileira. Aliás, não sei como ficou a tradução de "air-beast" nem de "walker". 


~Desambiguação: ideias erradas que eu tive sobre a história
Agora, entrando em um momento “desambiguação”, porque eu imaginei um milhão de coisas sobre livro e encontrei um milhão de outras (que eu acabei gostando também). Como eu já falei aqui, o livro não é sobre os dois juntos, mal dá para dizer que o livro tem romance. Na parte de Deryn, não foca muito nas dificuldades dela se passar por garoto, tipo no filme “Ela é o cara”. É claro que o perigo de ser descoberta está presente, mas nada tão assim, ela se dá muito bem. Também não é sobre a guerra em si, é só o “estopim”, como nossos queridos professores de História gostam de dizer. A parte do Alek é mais sobre um choque de realidade no garoto do que qualquer ação de guerra. Ah, e quase esqueci: eles têm a idade que tem. Não é um livro infantil, eles só reagem como pessoas na situação deles reagiriam.


Sobre a nota: Eu gostei do livro. Se você gosta de aventura simples e steampunk também vai gostar, é bom para quem quer algo leve para se divertir. A nota é 3, no máximo 3,5 por afeição particular. 

Classificação:



(3/5 conversinhas)

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3 comentários

  1. Scott é um gênio! hahahha Preciso ler esse livro as soon as possible!
    Bjs, lu

    ResponderExcluir
  2. Já passei por esse livro umas 500 vezes na livraria mas ainda não o comprei por ter outros da wish list na frente. Me interessei mais ainda com a resenha de vocês.

    Bjoss
    http://monopapo.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Olá o/

    Nunca li nada steampunk (acho), mas tenho muito interesse em conhecer mais do gênero. Eu estou de olho em Leviatã faz um tempo, mas sei lá. Pelo que eu tinha lido do livro, eu pensei que fosse algo incrível, então sua nota me desanimou um pouco por você dizer que se trata de algo simples, só pra se divertir. E estou tentando passar longe de séries, pois já tenho muitas pra continuar e tal x: Ok, acho que vou procurar outro livro do gênero (indicações?).

    De qualquer forma, parabéns pela resenha :D Foi bom entender um pouco mais sobre steampunk.
    Abraços!

    ResponderExcluir

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