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Lendo Correr ou Morrer #1 - Primeiras impressões

25.1.13Conversa Cult


Eu estou pela página 50 e o livro já me deu muito o que pensar, então eu tive a ideia de entrar na onda da coluna criada pelo Paulo. Aqui eu vou comentar o que estou achando do livro até agora, relacionar com O Sol é Para Todos e conversar um pouco sobre descrição em livros.

Não sei muito sobre o "Maze Runner, Correr ou Morrer", só o que a Igra falou na resenha dela (e na época me deu muita vontade de ler!). Até agora o personagem que parece ser o protagonista acordou num elevador e foi parar numa clareira cheia de outros garotos (sexo masculino) adolescentes. Ele não sabe quem é, não sabe por que está ali e não tem nenhuma memória com significado a não ser a certeza de que seu próprio nome é Thomas. 

Como você pode imaginar, ainda estou na parte de introdução. Ele está tentando conhecer o lugar - imagine um pedaço de campo cercado pela muralha da China com um imenso labirinto em volta - e está notando coisas estranhas. 

Eu gosto como a capa americana mostra mais o labirinto. Até pouco tempo eu achava que o livro se passava numa caverna.

A história até agora é bem legal e mesmo que alguns personagens pareçam o clichê, tudo isso passa tranquilamente. Não fosse...

A narração, mais especificamente a parte descritiva. James Dashner, o autor, não é tão bom nisso. Primeiro na narração básica. Aquela de "esse quarto é pequeno, na parede esquerda fica um quadro, na direita a cama, numa lateral o armário e na outra a janela". Ele parece que tá fazendo lista de mercado e é meio chato.

E passei direto essas descrições. Depois fiquei pensando se ele era um autor ruim ou se eu é que não tinha paciência, talvez esse fosse um estilo antigo... Então eu lembrei que acabei de ler "O Sol é para Todos" (primeiro do Charlie's Booklist!!!) que foi lançado em 1960 e não tive nenhum problema assim. Não pulei texto em parte nenhuma e posso desenhar um mapa da rua da Scout, onde fica a escola, a cidade e até o tribunal. Posso falar até mais do que isso sobre os cenários. 

Trecho de "O Sol é Para Todos", a autora não precisou fazer uma lista de mercado pra descrever um monte de coisas.
Outra coisa que me irritou no livro é que o personagem fica repetindo mil vezes "oh, onde estou?". Se fosse só essa frasezinha, tudo bem, só que é um parágrafo ou mais. Isso faz ele parecer burro. O pior de tudo é que as ações do Thomas, mesmo que idiotas, são até plausíveis para alguém que acaba de chegar num lugar muito estranho, é tratado mal e não lembra de nada. Acho que novamente o autor deixa a desejar na narração...

Ou talvez o personagem seja realmente idiota. Ou talvez essa narração privilegie mais a arte do que o entretenimento e em breve vai se mostrar de grande valia. Duvido muito, mas vou descobrir isso em breve. 



Essa imagem, por acaso, meu irmão me mostrou enquanto eu escrevia esse post. É mais ou menos o que eu estou dizendo: você pode falar a mesma coisa de dois modos diferentes. Acho que a arte na escrita é justamente saber escolher o melhor modo...

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5 comentários

  1. Eu até que gostei da narração do autor, mas sou suspeita, eu passei a gostar muito do livro. Durante boa parte da leitura eu fiquei sem saber se estava gostando muito ou apenas curiosa. Já me decidi: gosto muito da história.

    Depois quero ler a resenha.
    Carissa
    Arte Around The World

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  2. Olá!

    Fiquei muito empolgado quando vi esse post, pois estou interessado nesse livro há um bom tempo e é bem legal saber o que um de vocês está achando.
    É uma pena saber desses pontos negativos sobre ele. Eu nem me importo tanto se a narrativa for muito descritiva (todos reclamam disso nos livros da Cassandra Clare, mas eu gosto bastante), mas tem que ser feito de um jeito legal, né? Se for cansativo não dá. E sobre o personagem ser idiota... bom, isso só lendo pra avaliar.
    Felizmente, acho que isso não fez minha vontade de ler o livro acabar. Dizem que o final vale muito a pena, e a história parece ser bem original.

    Enfim, espero que sua opinião sobre ele seja mais positiva ao final da leitura, para que eu possa me animar mais com a leitura.
    Parabéns pelo post o/ Abraços!

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  3. Eu tive a impressão de que, quando eu li, era bem arrastado. Vc está na página 50, depois melhora. Muito. Pelo menos eu acho. E eu realmente gosto como fica depois, é uma narrativa boa, o arrastado é só no início.

    Sei lá, opiniões.

    Como o final é bom, acho que isso compensa qualquer parte lenta do princípio do livro. Tipo, não que um acerto cubra por completo um erro, mas o autor se preocupou em dar uma introdução de fato clara e etc. Talvez porque o final não seja exatamente simples.
    A coisa que eu concordo é que Thomas parece burro. E não é só no início, embora haja momentos em que ele é realmente inteligente. Associei isso ao fato de que nas primeiras páginas ele está perdido, logo, completamente desorientado.

    Enfim, quero saber o que você vai achar do livro como um todo, do final, termina logo pra me contar sua ~~~~ última impressão ~~~~ auhshuhauuhsauhhushau XDD

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  4. Ainda não li esse livro, mas sinceramente, tenho muita vontade! Já li MUITAS resenhas positivas, mas como aqui são primeiras impressões, acho que apenas uma questão de "adaptação" à narrativa do livro. Eu acho que essa trilogia é bem legal, e espero ler em breve!

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  5. Eu concordo com a Igraínne (adorei seu nome! mãe da Morgana!). A leitura começa cansativa e juro que continuei pela curiosidade, mas depois o livro fica muito bom! A narração depois melhora. Acho que foi proposital esse estilo mais arrastado no início. Dar a impressão que Thomas é burro, ou no mínimo, lento. Vou começar a ler o livro dois, que me disseram, termina mais tenso do que o primeiro.
    Adorei o blog!
    Bjus

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