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[Livro vs. Filme] "Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres"

14.3.12Conversa Cult

por Paulo V. Santana



Mais um "Livro vs. Filme". Dessa vez, o livro/filme escolhido foi "Os Homens que não Amavam as Mulheres", da trilogia Millennium. Veja abaixo a sinopse feita por mim e depois clique em "Continue lendo!" para ler a crítica! 

>>>A História
Suécia. Mikael Blomkvist é editor da “Millennium”, revista que fundou junto com Erika Berger - sua amante casual. A revista é de cunho investigativo e denuncia atividades ilícitas da elite sueca. No ano anterior tinham publicado uma matéria denunciando as empresas Wennerström que parecia que seria o maior acerto da “Millennium”, porém, o tiro saiu pela culatra. Hans-Erik Wennerström e sua empresa entraram com um processo contra Mikael e venceram, sendo decretada uma pena de prisão de 3 meses para o jornalista. Em meio à esse alvoroço que Mikael acidentalmente proporcionou, acabou despertando o interesse de Henrik Vanger, o dono das empresas Vanger. Henrik já está em idade avançada e há mais de 40 anos procura de sua neta, Harriet Vanger, que desapareceu durante uma reunião de família aos seus 16 anos. Como uma última tentativa nesse desaparecimento que parece não ter solução, Henrik contrata Mikael para investigar o Caso Harriet. Ao desenrolar da história, entra em cena Lisbeth Salander, uma hacker de um pouco mais de 20 anos, para ajudar Mikael em um caso muito mais assustador do que ele achava.

 >>>O Livro

- Livro: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
- Série: Millennium #1
- Autor: Stieg Larsson
- Editora: Companhia das Letras

Essa parte, em que eu falo do livro, vai ser um pouco (tá, muito) chata. É que “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” é um livro TÃO bom que não sei bem o que dizer. Sério, o livro é muito bom em todos os aspectos – escrita, história, ritmo, personagens, etc. E se você está com dúvidas se vai ou não ler o livro porque “Ah, é livro policial, não gosto do estilo.”: seu argumento é inválido. Porque além de o livro não ser apenas isso, eu, que não gosto (ou não gostava?) de livros policias, amei o livro.

O Stieg Larsson é um ótimo autor.* O estilo de escrita dele é muito bom, perfeita para o tom do livro.  O ritmo do livro também merece destaque, quando peguei "Millennium 1" achei que fosse demorar séculos para terminar de ler porque, além de ser enorme, parecia ser maçante. Eu estava bastante errado porque quando você pega o ritmo da trama, não consegue parar de ler. Alerta: você pode não pegar o ritmo do livro logo de cara (aconteceu comigo e com várias pessoas que conheço, a Dana comentou isso na resenha dela).  
* Toda vez que eu penso nisso fico triste de saber que ele morreu antes do livro ser lançado. Perdeu a chance de ver o sucesso da série :X

Como sempre, a Companhia das Letras fez uma ótima tradução e revisão, mas, não gostei de uma coisa: eles traduziram da edição francesa. Isso me incomodou um pouco, mesmo que não tenha feito grande influência na leitura. Sei lá, às vezes o livro perde alguma coisa quando um livro passa de uma língua para outra (não só por uma tradução ruim, também pode acontecer do estilo do tradutor não se adequar ao do livro), imagina passar de uma língua para outra e depois para outra ainda?

Em toda a trilogia Millennium temos, basicamente, PERSONAGENS. Mikael e Lisbeth são os grandes direcionadores de toda a série e em "Os Homens que não Amavam as Mulheres" temos duas histórias principais formando a trama: o Caso Harriet e o Caso Wennerström. As duas histórias são entrelaçadas, tendo em vista que Henrik Vanger teve mais curiosidade em Mikael quando o escândalo envolvendo a Millennium explodiu e que o jornalista só aceitou a proposta de Henrik porque poderia acabar com Wennerström depois.

E, em meio a isso tudo, temos a melhor personagem feminina da história: Lisbeth Salander. Nos seus 20 e poucos anos, a-garota-da-tatuagem-do-dragão trabalha como freelancer para uma empresa de investigação, mora sozinha e vive sob tutela. Até mais ou menos metade do livro, vemos mais cenas do Mikael do que da Lisbeth (até então, eles não se conhecem pessoalmente), mas, lá para a metade do livro, seus caminhos se encontram e passam a trabalhar juntos no Caso Harriet.

Com um final nem um pouco esperado, Millennium 1 se tornou um dos meus livros preferidos e leva 5 conversinhas.

>>>O Filme (americano)

- Roteirista: Steven Zaillian
- Diretora: David Fincher
- Distribuidora: Sony Pictures
- Elenco: Daniel Craig (Mikael Blomkvist), Rooney Mara (Lisbeth Salander), Christopher Plummer (Henrik Vanger),...

Todo "Livro vs. Filme"  que eu fizer, vocês vão perceber que eu sou grande defensor das adaptações de livros. Ainda mais quando é um livro que você gosta, porque você quer saber como o roteirista e o direto vão fazer com ele. Eu gosto muito de ver a história por outro ponto de vista e, na maioria das vezes, as adaptações feitas me agradam bastante (vou falar um pouco mais disso na minha resenha de "Jogos Vorazes" - filme - na semana que vem).

Sempre que falo do filme gosto de falar do início, da abertura GENIAL que eles fizeram e ainda é ao som se um cover muito bom de "Immigrant Song", do Led Zeppelin.  Assista aqui.

Bom, agora vamos para o filme em si. A primeira coisa que eu posso comentar sobre é sobre a duração do filme. De acordo com o IMDb são 2 horas e 38 minutos de filme. Bem, grande, né? Mas nenhum momento eu achei o filme maçante, em nenhum momento tive vontade de dormir. David Fincher fez um ÓTIMO trabalho e conseguiu manter o ritmo do início ao fim.

Porém bastante coisa ficou de fora do filme e outras foram resumidas* (tem uma que até me incomodou, mas não posso dizer aqui porque é um mega spoiler). Aí entra a questão de adaptar para ficar melhor para as telas e mais agradável ao público. Imagina, se o roteiro fosse exatamente igual ao livro original, seriam pelo menos 3h30 de filme e ia acabar ficando pesado.
*No final do filme, quando a Lisbeth "ajuda o Mikael" com o Caso Wennerström, o David Fincher fez uma coisa muito bem feita. Ele agilizou toda a parte da Lisbeth e conseguiu manter o essencial: o resultado do que ela fez.

Quanto às atuações, a Rooney foi... mara a Rooney Mara se saiu bem demais como Lisbeth, nunca tinha visto uma atriz entrar tanto em um personagem. E não foi só por causa da caracterização, foi pelo gestual também  (veja nesse vídeo como a Rooney é diferente na vida real). Gostei bastante da atuação do Daniel Craig também, porém, fisicamente, ele não bateu com o que eu imaginei do personagem.

Assim como no livro, dou 5 estrelas.

>>>Resultado
Só veja o filme se você for "mente aberta" para adaptações de livros. Como disse acima, tem bastante coisa diferente e isso pode não agradar os muito conservadores. Então, minha indicação para os conservadores é ler o livro OU ver o filme. Quem não se importar com coisas diferente, leia E veja. 
*O Filme sueco não entrou no post porque eu ainda não tive a oportunidade de assisti-lo. 

Até mais o/

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4 comentários

  1. Muita vontade de assisir ao filme!
    E claro, de ler ao livro!

    Beijos
    Bia | www.livroseatitudes.blogspot.com

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  2. O livro é excelente. Nunca tinha lido uma história tão bem construída e intrigante como essa.

    O filme tbm é ótimo. A abertura foi incrível! Achei um máximo. :)
    A adaptação americana foi bem fiel ao livro, apesar das eventuais modificações.
    A atuação da Rooney Mara foi ótima, mas eu gostei mais da Noomi Rapace.
    O Daniel Craig tbm não bateu com o Blomkvist que eu imaginava, mas concordo com você: ele atuou muito bem.

    Bjs ;)

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  3. O livro é maravilhoso e a adaptação do Fincher é fuderosa também. Amo os dois demais! Apesar do final ser consideravelmente diferente do livro, eu adoro o filme da mesma maneira que o livro, mas na minha cabeça acabam se torando obras bem diferentes. O mesmo vale pra adaptação sueca. Ela tem um tom mais literal, mais técnico, mas que não deixa de funcionar muito bem na tela (além de seu final ter mais a ver com o do livro)... Agora, algo que eu não consigo entender - spoiler dos grandes em: pra que mataram a coitada da Anita nos dois filmes? u_u

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  4. só vi essa versão americana do filme e gostei bastante... e com certeza quero conferir o livro. Interessante como uma mesma história pode ficar diferente nas versões escritas e filmadas... Outro caso bem recente é a serie THE WALKING DEAD que tem ótimos quadrinhos e uma série de TV que fugiu bastante da versão HQ...

    JOPZ

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