Bienal 2014 Bienal do Livro

Os melhores da Bienal 2014

6.9.14João Pedro Gomes


A Bienal do Livro se São Paulo acabou no último domingo e se tem uma coisa que ela vai deixar é saudade. Mas a gente sempre lembra com um carinho especial daquele estande que proporcionou a melhor visita, do autor que te tratou como melhor amigo e da oferta que você tem orgulho de não ter deixado passar. É por isso que, hoje, nós (Diego e João, no caso) viemos listar em dez categorias quem, em nossa opinião, levou a melhor na última edição desse tão querido evento. É só conferir aqui embaixo para conferir e, claro, indicar seus favoritos com a gente!

>> Melhor estande: promoções

Diego: Eu não realmente fui para a Bienal em busca de promoções, mas de lançamentos. Por conta disso, só me aprofundei nos preços dos catálogos que me interessavam, passando batido por aqueles momentos de compra por oportunidade. A única exceção foi um livrinho de 5 reais que eu comprei na Sextante. As estantes de 2, 5 e 9 reais deles estavam bem legais. Inclusive tinha um livro de infográficos em promoção por lá que eu fiquei com uma dorzinha de não ter voltado para comprar.

João: Não tem muito jeito. Por mais que os livros com desconto da Intrínseca não sejam os mais desejados do mundo, as promoções de cinco e nove reais são as que mais geram comentários e fazem o estande ser, provavelmente, o mais disputado de todo o evento. Não vale tanto a pena comprar lançamentos por lá, mas se você consegue superar a fila e os seguranças, dá pra garimpar muita coisa nas estantes de queima de estoque.

>> Melhor estande: decoração


Diego: Eu tentei fugir do óbvio, mas não há como não comentar a Novo Conceito, com seu estande gigante e cheio de ampliações de capa maravilhoso. Eu nem entrei lá, por que das três vezes que eu tentei estava muito cheio, mas tirei várias fotos e inclusive coloquei uma delas como capa do meu post sobre a Bienal citado pelo João ali em cima. Não tem como negar, eles sabem como mexer com os fãs de livro, e o fazem de forma inteligente, pois a maioria das imagens estava suspensa no alto, não atrapalhando a passagem..

João: Pensei em vários, mas, sério, tem como não amar os livros gigantes da Novo Conceito??? Pode até estar ficando meio batido, já que é a decoração que eles usam em toda bienal, mas é um dos poucos estandes legais a ponto de você tirar foto nele e a família ficar impressionada depois. Isso sem falar que a organização dos livros estava bem bonita e a ideia de deixar uma lousa pros parceiros assinarem foi extremamente simples e genial.

>> Melhor estande: mobilidade

    
Se o Snoopy conseguiu andar por lá,
não tem do que reclamar, João!
Diego: Difícil. Muitas editoras se prejudicaram nesse quesito, mas é importante salientar que eu não vou considerar a questão da lotação na hora de analisar isso - pois considero isso um problema do evento, e não dos estandes. Como fui em diferentes dias, pude ter uma visão dos estandes nas horas mais calmas e muitos dos que se tornam insuportáveis no rush são na verdade bem pensados. Vou escolher alguém bem inusitado, mas a Editora Gente realmente me impressionou no uso do espaço. Estava tudo bem organizado, fácil de ver e eu fiquei feliz de ver que editoras menores também sabem fazer bonito.

João: Nenhum? Eu entro em contradição nesse quesito porque a bienal tava cheia demais e a maioria dos estandes ficou intrafegável. Mas um que eu achei bem bacana foi o da Giz Editorial. Nada de bancadas enormes e corredores pequenos como na Gutenberg, ou um cerco quase impossível de entrar como na Comix: os livros estavam todos próximos às paredes e colunas do estande, sendo que o espaço central ficava bem livre para locomoção, e ainda coube espaço pra duas (acho) mesas para o pessoal da equipe descansar e os autores autografarem seus livros. Mesmo pequeno, foi um espaço muito onde me senti confortável para circular.

>> Melhor estande: programação

Diego: Olha, a programação da Bienal inteira estava maravilhosa. Eu queria me bipartir para poder aproveitar todas as palestras e sessões de autógrafos que queria, mas infelizmente tive de fazer escolhas (nem sempre fáceis). Acaba sendo inevitável não dar essa para a Gutenberg, com mais de uma dúzia de lançamentos maravilhosos com sessões de autógrafos concorridíssimas. Mais que isso, o que realmente me conquistou foi ver muitos dos autores sempre por lá, assim como blogueiros e booktubers para receber a galera a todas as horas, fazendo do estande foco de atenção constante.

João: Ao contrário do Diego, eu não fui pra bienal com a intenção de pegar autógrafos ou participar de eventos em nenhum dos dias. Mas foi impossível não perceber como a Gutenberg investiu nisso. A cada momento em que eu passava em frente ao estande, uma fila gigante pra alguma sessão de autógrafos dava voltas no local (Bruna Vieira, olá). Várias outras editoras trouxeram grandes nomes da literatura contemporânea, até mesmo alguns internacionais, mas poucos tiveram uma programação tão consistente quando a do Grupo Autêntica. 

>> Melhor autor nacional:

foto da Thalita pra representar a classe
mas amo todos, ok?
Diego: NÃO ME OBRIGEM A ESCOLHER!!!! O que eu mais conheci nessa Bienal foram autores. Barbara Morais, Dayse Dantas, Felipe Castilho, Bianca Pinheiro, Eric Novello, Jim Anotsu, Raphael Draccon, Carolina Munhoz, Fernanda Nia, Luiza Trigo, Thalita Rebouças, Iris Figueiredo, Danilo Leonardi, Eduardo Spohr, isso sem falar dos autores não publicados que vi e que, já aviso, estou de olho para a próxima Bienal! Escrevam mais e mais, pois eu tenho fome de boas histórias! Eu me recuso a tomar essa decisão, sério. Vocês todos ganharam. ME ganharam.


Na foto: Gleice ao ler este post.
(Sigam a Gleice no Twitter!!!)
João: AH, MEU DEUS, É A GLEICE COUTO!!!!!!!!!!!! O que dizer de Gleice Couto, amigos? A mulher nem lançou o livro ainda, mas está fazendo um trabalho maravilhoso de divulgação e já conseguiu dominar dias inteiros de evento com sua simpatia. Tinha até gente comigo que nem a conhecia, mas já saiu de lá querendo comprar o livro depois que viu o quão legal ela é. Vai ser difícil encontrar outro autor do qual eu me sinta tão próximo quanto a Gleice. Não duvido nada que, em pouco tempo, ela já esteja com um contrato de publicação na mão. E, quando isso acontecer, eu vou sentir orgulho de saber que estava lá, sendo fã desde o começo, e esfregarei minha primeira edição do Picta Mundi na cara dos posers -nnn (você ainda não conhece o livro??? Clica aqui, corre!!).

>> Melhor autor internacional:

   
Foto: [x]
Diego: Eu não estava ligado nas atrações internacionais, pois estava muito focado na literatura nacional - que está arrasando ultimamente. Melhor fase de todas! Por conta disso, eu vou, de forma totalmente não objetiva, escolher a Kiera Cass para essa categoria, só por que eu adoro ela e se eu tivesse de escolher quem eu gostaria de conhecer, seria ela. Eu sei, eu sei, ela escreve livros para meninas de treze anos, mas eu sou uma por dentro, fazer o que?

 João: Olha, eu não cheguei a ver nenhum pessoalmente. Então, usando como critérios os comentários que ouvi de pessoas que conheço, entrego o prêmio para a Lucinda Riley. A gente tem a ideia de que o pessoal que vem de fora é meio frio e distante, mas a Lucinda foi super carinhosa com o pessoal, chegando a recusar alguns daqueles post-its com o nome para quem se destina o autógrafo e fazendo questão de perguntar diretamente para a pessoa. E adoro autores que não tem medo de contato físico, e vê-la abraçando os leitores é encantador. Mas não vou ignorar a importância da Cassandra Clare, da Kiera Cass e, em menor grau, do Harlan Coben, porque foram eles que arrastaram multidões até aquele pavilhão e arrancaram gritos do público, algo incrível de se ouvir.   

>> Melhor lançamento:

eu no lançamento do Eric
Diego: Todas da Gutenberg, pode? Não, sério, a Gut tava com tudo esse ano. Para desempatar, vou escolher Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, do Eric Novello - apenas por que era o livro mais aguardado para mim. Peguei o novo título de vários autores que considero muito, mas este em particular eu espero há não menos que dois anos. Tanto que foi a primeira coisa que eu puxei para ler, ainda no ônibus de volta para casa. O autor é adorável, apesar do jeitinho reservado e eu me senti incrivelmente bem recepcionado por ele - e pelo Jim Anotsu, que lhe acompanhava no lançamento e de quem também peguei o autografo por motivos já citados.

João: Por que indiana, João?, do Danilo Leonardi. E não é por eu ter o mesmo nome do protagonista, não, viu? hahaha. Acho que esse livro foi um dos lançamentos nacionais mais aguardados e, pelo que eu pude ler, tá todo mundo gostando e elogiando o trabalho pela qualidade - altas comparações com John Green, o que eu acho um grande elogio se tratando de um livro de estreia. Além disso, o Danilo ficou autografando por um bom tempo no estande da Giz, muito além do que estava marcado pra sessão de autógrafos, e, no entanto, conseguiu manter a simpatia com todo mundo que passou por lá. Com certeza merece o sucesso que está tendo.

>> Melhor promoção:

Diego: Por dentro da Série da HBO Game of Thrones. Não é um livro que me interessa, mas vi milhares deles pelas mãos por aí, com suas capas imitando couro e sua imponência dourada e negra. De 100 reais, estava por 30. Alguns de meus alunos não resistiram e compraram. Mas, né, volto a salientar que eu não procurei por promoções, então devo ter passado batido pelas realmente boas.

João: O Mundo de Downtown Abbey (com capa dura, papel rico e cheiroso, acabamento incrível, etc. etc.) por CINCO. REAIS. Não deu pra aguentar, gente. Nem conheço a série, mas tive que comprar. Sou desses :B

>> Melhor evento cultural:

não deu pra tirar foto direito, mas fica o registro:
eu quero me casar com o cabelo da Luiza Trigo. bjs.
Diego: Houveram muitos eventos aos quais eu não pude comparecer por questões de agenda. Um dos quais, o que o João vai citar logo mais e que eu acho que foi um marco na história do evento. Participei principalmente de sessões de autógrafos, mas tive a oportunidade de ir em duas ou três palestras. Dessas, a que mais me emocionou foi o bate-papo da Thalita Rebouças e da Luiza Trigo. A primeira é uma eterna inspiração na minha vida, sendo a pessoa que me motivou a ir na minha primeira Bienal anos atrás - sempre que posso vou a seus eventos para me lembrar do Diego de 13 anos, que leu no blog da autora suas dicas e decidiu ser escritor. A segunda eu descobri no evento e me apaixonei pelo sotaque, pelo cabelo e pelo papo. Já estou sondando seus livros, que tenho certeza que devem ser ótimos.

João: #booktuberconfessions, também conhecido como o bate-papo com a Tati Feltrin e a Pâm. Eu já amava esse evento desde que ele foi anunciado somente pelo fato das duas convidadas serem pessoas que admiro muito, mas ele acabou surpreendendo muito mais gente pela repercussão gigantesca que teve. Apesar dos problemas de organização, ele merece esse troféu por ter mostrado como as novas mídias estão aí para transformar o cenário da literatura no Brasil. Afinal, o lema do evento era "diversão, cultura e interatividade - tudo junto e misturado", e não poderia haver atração que melhor representasse essa ideia.

Foto: [x]
E você, gostou dos ganhadores? Discorda de algo da lista? Comente aqui embaixo quais são os melhores da bienal na sua opinião! :D

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1 comentários

  1. JOÃO, VOCÊ COMPROU O MUNDO DE DOWNTON ABBEY POR 5 REAIS!!! O.O Sou apaixonada por essa série e louca para comprar esse livro (ele custa em torno de uns R$ 50,00 nas livrarias e tenho coisas mais importantes no momento para comprar). OH DEUS QUE INVEJA DE VOCÊ!!

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