a culpa é das estrelas CCdiscussão

Como vejo o John Green de Fora?

13.6.14Igraínne



Olá, amores da minha vida! Hoje o post do CCsexta vai ser um pouquinho diferente. Por quê? Porque, embora muita gente tenha lido, amada e adorado o John Green, o "A culpa é das estrelas" (livro ou filme), "Quem é você, Alasca?" e outras obras-primas dele, eu não me encaixo nesse pessoal. Na verdade, confesso ter certa curiosidade, já que nunca li - eu até mesmo tenho o ACEDE aqui em casa, mas ainda não me senti animada para dar início a essa leitura. Ora, então por que eu, uma simples leiga no assunto do João Verde, venho aqui dar a minha contribuição nesse mês do "okay, okay."?????? 

Porque nós queremos trazer opiniões diferentes, visões diferentes e ideias diferentes. E tem algo mais diferente do que a impressão daqueles que estão de fora da coisa toda? Hoje eu vou falar pra você sobre o porquê de eu não ter dado (até agora) uma chance a ACEDE, como eu vejo a euforia e obsessão que se alastrou pela internet e o que eu acho do Green (julgamentos declarados de capa - julgando sem conhecer).

Como o mundo vê isso tudo? É só clicar aí embaixo!

Por que ainda não dei uma chance?
A primeira coisa que vocês precisam saber é que nos últimos dois anos, eu estive (estou) numa fase ruim. E fase ruim aqui pode ser interpretada como depressão. Sim, é comum hoje em dia, especialmente entre jovens*. Portanto, eu tenho tentado loucamente fugir de qualquer meio que me faça chorar mais do que eu já choro. Sabendo o enredo dos livros do Green, sei que vou chorar baldes (e já me contaram o final de ACEDE, logo.....). E sim, caro nerdfighter, eu sei o que você vai falar, eu sei que você vai argumentar sobre como isso pode ter o efeito contrário, sobre como o livro pode me ajudar a seguir em frente e variações. Apesar de acreditar em você, eu acredito mais em mim e, portanto, eu estou dizendo que eu me conheço. No momento, infelizmente, não possuo emocional para tal.
*Em breve escreverei um post sobre essa epidemia, aguardem. 

E depressão é, sim, uma doença. Muita gente (muita mesmo) vem me dizer que eu choro demais, que eu nem sequer tento, que eu não luto, que eu não preciso de remédios. Coleguinha, aqui vai recado pra você:


Pessoas com depressão, é bom frisar, possuem diversos problemas consequentes à própria depressão. Isso pode variar para falta de apetite, sono excessivo e pouca concentração. Esse último é, na verdade, o problema principal aqui nesse post, porque eu não tenho tido a capacidade de me concentrar em leituras. Mil livros aguardam no meu quarto para serem escolhidos e apreciados, mas nenhum deles consegue me prender. Ora, se eu tenho mil histórias prontas para serem lidas, tentarei escolher uma que me alegre, que me faça mais feliz e animada, que me faça parar de pensar no sofrimento e provoque algum tipo de distração por si só. Logo, ACEDE não é uma prioridade.

A qualidade do Green
Entenda, caro leitor, eu não nego, nem por um segundo, a genialidade do Green. Até porque, grande parte dos jovens deprimidos de hoje em dia se sentiram tocados, ajudados e consolados por ele. Eu mesma já li muitos trechos de seus livros pelo tumblr afora. Ele é uma marca na história da literatura YA que não deve, nem de longe, ser ignorada.

Mas eu também nunca li nada dele (não integralmente). Julgá-lo bom sem tê-lo lido jamais foi motivo de discórdia entre os fãs. Por outro lado, se eu resolver julgá-lo como ruim, a coisa muda de figura. E é justamente essa nação de fãs que me incomoda - muito embora eu saiba que é a minoria. A verdade é que eu sinto preguiça de expressar opiniões e sei que muita gente também. 

Mas por quêê???? Não renegue o amorrrrr

A minha "não animação" para o lançamento do filme não deveria afetar fãs - sejam eles quais forem. Não há motivo para impor sua preferência sobre a indiferença de terceiros. Jamais reneguei o Green, o que eu faço é adiá-lo. Eu ainda o lerei, embora não agora. Sinto, confesso, curiosidade. Talvez eu me encante, talvez eu vire fã, talvez não. Talvez, se eu o lesse no momento deprimido em que me encontro, não desse o real valor a ele, talvez eu desse. Essas coisas são subjetivas e é exatamente esse o ponto no qual quero chegar, embora quase ninguém me entenda. 

E antes que vocês venham comentar: "eu duvido que você, uma pessoa deprimida, não vai se sentir melhor quando ler ACEDE", eu digo: tenho amigos tão deprimidos quanto eu. Um deles leu ACEDE e não sentiu nada. Sentiu, na verdade, que as pessoas elevam o livro a um grau exageradamente bom, quando na verdade é apenas um livro. Não estou dizendo que esse amigo em si é o certo da história, só estou dizendo que pessoas são diferentes e, apenas por isso, têm opiniões diferentes. E todas precisam ser respeitadas.


A modinha ACEDE
O termo "modinha", como a própria equipe discutiu em uma reunião, é demasiado pejorativo. Faz alusão a algo sem qualidade, a uma moda que não deve ser levada a sério. Muita gente, aliás, decidiu simplesmente não ler o Green porque ele é a "modinha" do momento. E se leu após a modinha surgir, foi taxado de poser. 
Jamais entendi como alguém pode simplesmente colocar seu próprio julgamento de "fã" sobre o de outra pessoa apenas e unicamente por ter conhecido o objeto idolatrado antes. 

Se o raciocínio for esse para tudo, então, só por eu ser mais velha que a maior parte do povo que é fã de Harry Potter, por exemplo, posso julgar a todos que chegaram depois de mim como "posers", já que conheceram a história, obviamente, também depois (nasci antes, conheci antes). 

Okay, darling? Okay.

Essa semana fui ao cinema assistir Malévola e, antes do filme começar, fui ao banheiro. Lá, duas meninas com camisa de ACEDE choravam em frente ao espelho após terem assistido ao filme. Elas olharam para mim, e eu fiquei chocada. Talvez fosse apenas impressão, mas pareciam querer mostrar que estavam chorando, que haviam se emocionado, que eram fãs. Virei o rosto e fui embora. Era orgulho de chorar. E orgulho de chorar, para mim, é ofensivo, especialmente porque sou uma pessoa deprimida. 

São argumentos e atitudes como essas que me incomodam, que me deixam irritada, embora eu tenha consciência de que é uma coisa que acontece com qualquer fã-clube, não só o do Green. É claro que eu admiro os nerdfighters, apesar de tudo, porque estou no grupo deles no facebook. Um amigo me colocou lá um dia e às vezes eu paro para ler as postagens. Há muita coisa bonita ali, muito senso de justiça e opiniões incríveis e diferentes sobre coisas aleatórias. Se dependesse apenas do grupo, certamente eu já teria lido John Green. 

Mas algumas coisas dependem de outras, que dependem de outras e outras e outras.... E no momento eu não tenho coragem. Não possuo emocional, tenho preguiça de muita coisa e não me concentro. 

As opiniões de ACEDE que eu ouvi foram todas tendenciosas - porque todas vieram de fãs. O único não-fã que ouvi foi justamente meu amigo deprimido. Engraçado como às vezes a gente ouve mais algumas pessoas do que outras, só pelo fato de elas chorarem da mesma forma que você.

Não duvido que o Green tenha dito algo sobre isso no próprio ACEDE.


E você? Qual sua opinião sobre os A Culpa é das Estrelas? Já leu? Não? Por quê? Conta pra gente!


- Igraínne M. 
(vulgo Igra)

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13 comentários

  1. Igra, sei como você se sente, e estou torcendo para sua melhora!

    A questão do Green é um pouco mais simples, na minha opinião, do que se vem tratando. Acontece que, como leitores, todos temos o direito de não gostar de determinado autor ou livro (especialmente se tratando de YA, que, para bem ou para mal, é o segmento com mais apoio do marketing do que qualquer outro que se vê por aí). Não acho que você precise se justificar porque determinada história ou determinado escritor não fez o seu tipo. Talento, ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, é sim discutível.
    Particularmente, eu acho ACEDE um livro legal, mas nem de longe tão bom quanto vem sendo apontado. O sarcasmo da Hazel é um pouco irritante, assim como os conceitos existenciais -muito à la Nietzsche pro meu gosto. Enfim, só para ilustrar, tudo é uma questão de opinião.
    O fato de alguém dizer que algo é bom não significa que você tem que gostar dele. Você, assim como todo o resto da redação da CC, não tem que se desculpar por isso.

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    1. Obrigada por comentar, Catharina, adorei o que você disse!!
      E acredita que já tinham me falado isso sobre o sarcasmo da Hazel? hahahaha. Essa coisa de termos um gosto é totalmente racional - assim como o respeito também deveria ser. Eu já fujo de livros tristes normalmente (acho que eles me afetam mais do que deveriam), então fugir do ACEDE no momento de agora não tem sido muito difícil. E tenho a ligeira sensação de que, quando enfim conseguir lê-lo, vou achar uma coisinha normal, exatamente como você.
      Esperemos.

      Enorme beijo!

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  2. Ei Igra! Então, eu tava louca pra que alguém emitisse uma opinião como a tua, para eu pegar carona no papo, pq minha relação com o John parece bastante com o que vc descreveu: enquanto está todo mundo surtando de amores pelo cara, e alguns o colocam num pedestal, eu ainda estou tentando dar uma chance a ele. Confesso que ainda não li ACEDE, e este é um dos motivos: alguns (e reparem o "alguns", por favor) fãs endeusam tanto o cara, que das duas uma - ou geram preguiça em quem não leu, ou geram expectativas tais que a experiência da leitura acaba sendo frustrante. Comigo aconteceu um pouco dos dois - depois de adiar muito conhecer o trabalho do moço, fui ler o Teorema Katherine. Fui de coração aberto, juro, mas não rolou, definitivamente,e não foi por ser YA, nem por nenhum tipo de preconceito com o gênero ou o autor. Acabou que eu achei a escrita em si fraca, achei o livro arrastado, e os personagens muito estereotipados, ou seja, acabei achando tudo o que não queria achar rs. Gostei muito do final do livro, mas isso acabou sendo triste, pq gostei realmente do final, entende, do desfecho e principalmente do fato de ter acabado. O percurso foi um martírio, e nem a delicadeza das últimas páginas salvou o livro pra mim. Mesmo assim, apesar dos pesares, não desisti de conhecer mais do trabalho do John, tenho muita curiosidade de ler o "Quem é você, Alasca?", e qualquer dia desses pego ACEDE. Mas confesso que, tendo o Teorema como porta de entrada pro universo JG, não fui cativada não.

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    1. Oi!! Primeiramentem obrigada por comentar! (amo quando vocês fazem isso, vontade de abraçar todo mundo!) O Teorema era o livro que eu tinha uma maior abertura, acho, porque a premissa não implica em tristeza direta, mas já vi que não é muito por esse lado. O martírio que você relatou me fez adiá-lo também, ahahaha. Acho que a expectativa às vezes acaba com o livro, não sei. *thinking*.

      Beijão!

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  3. Logo que li e fiquei numa fase muito afetada por causa do livro, me encaixava na categoria de fãs que pensavam COMO É QUE TEM GENTE QUE PODE NÃO GOSTAR DESSE LIVROOOOOOOOO YOU HAVE NO HEART YOU HAVE NO SOUL mas quando a gente se acalma, lê mais opiniões e mais artigos, o discurso muda pro seguinte: mas é óbvio que tem gente que não gosta e não vai gostar porque pessoas são diferentes e nosso próprio gosto literário não é o centro do mundo. Inclusive os argumentos de quem não gosta não são impossíveis de um fã entender: eu mesma concordo com muitos deles.

    E sobre o filme: me emocionei menos do que pensei. Chorei em muitas partes, é uma adaptação linda, mas alguns diálogos, fora do livro, quando ditos pelos atores, me soaram meio... bregas. Acho que funcionam só na escrita mesmo.

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    1. SIMMMMM! SIM MIL VEZES SIM. hahahahhaa. E eu não tenho interesse no momento, mas talvez, quem sabe (muito talvez mesmo) eu venha a gostar depois de ler. Acho que o que enriquece o debate e o discurso é justamente isso, essa opinião não formatada. E não duvido que o livro seja bom, já o filme tenho minhas dúvidas, porque todo mundo que deu opinião é fã.... é uma questão de ângulo, eu acho. Mas enfim, quando eu ler (e depois assistir, ou o contrário), venho aqui dissertar sobre a minha impressão. Eu sinto que talvez eu vá me decepcionar, o que é, por um lado, meio chato. Talvez seja essa coisa da obsessão, tudo que é em excesso é ruim, não sei.

      Enorme beijo!

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  4. olha, eu li e achei um livro ok. nada mais que isso. É bom, mas não é impressionante, de chorar e talz... pelo menos pra mim rsrs
    bjs
    http://torporniilista.blogspot.com.br/

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  5. Oi, Igra!

    Puxa, fiquei chateado com sua situação. Torço para que sua melhora aconteça o quanto antes.
    Quanto ao assunto do post, adorei ver sua opinião. Bateu com muitas minhas, que já li A Culpa é das Estrelas e, assim como seu amigo, não vi grandes características para serem elevadas a um patamar tão alto. Sim, John Green escreve muito bem, sabe o terreno em que pisa, mas fui cheio de expectativa e encontrei só mais um livro infanto-juvenil. Não que eu desgoste, pelo contrário; o que quero mostrar é que existe sim uma entonação da mídia quanto a qualidade da obra. Somos bombardeados pela própria capa por um comentário super alto astral, dizendo que vamos adorar o livro e tudo mais. Alguns leitores podem se identificar com o enredo, mas as emoções são tão exploradas que tornam-se banais. É o que você falou sobre as meninas do choro orgulhoso. Grande parte dos fãs acha que mostrá-las em redes sociais humaniza sua relação com a obra, o que discordo totalmente. Tudo que é explorado em excesso torna-se ruim. Confesso que estou ansioso para essa fase Green acabar e ACEDE voltar a ser apenas um livro.

    Beijos,
    Gabe
    http://sixdoe.blogspot.com.br/

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  6. Oi, Igra! :)

    Eu nunca li "A Culpa das Estrelas" e, cá entre nós, também não tive muita vontade. Sou um pouco cismada com livros que todo mundo ama e pinta mil elogios. Não estou desmerecendo o potencial do autor. Sem dúvida, deve ser um livro bonito e emocionante, de superação e autodescoberta. Mas, sabe, vejo que há muito marketing por trás disso. Percebo que muitas pessoas leem movidas pelo alvoroço da mídia impõe algo do tipo "Você DEVE ler!" e não gosto disso. Não é para ser assim, sabe?As pessoas podem escolher o que elas querem ler ou não. :p

    Quanto ao trailer, eu gostei; mas só comprovou o que eu já imaginava: de certa forma, não parece muito diferente de outros filmes do gênero. Teve uma cena que até me fez lembrar de "Um Amor para Recordar". O diferencial deve estar na escrita ou na forma como o autor explora as emoções no livro. Dizem que a adaptação foi muito fiel. Enfim, não assisti o filme e preciso vê-lo para ter uma visão mais crítica.

    Te desejo melhoras! :)

    Parabéns pelo post!

    http://literaturaecine.blogspot.com.br/

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  7. Igra gostei muito do seu post, especialmente porque você sabe que está tendo um certo preconceito, até porque não leu o livro e tals. Mas venho dizer que ACEDE não é um livro triste, é bem engraçado, o cinema pegou a parte emocional da coisa, eu considero o livro como uma auto ajuda REALISTA. Na boa, odeio aqueles livros e auto-ajuda que diz o que você tem fazer, tipo 10 passos para ser feliz e blábláblá. Com o livro eu tirei lições realmente legais e ele também me ajudou a refletir sobre como buscar dentro de mim as forças que preciso, claro que ter fé em Deus ajuda, mas Ok, eu recomendo a leitura até porque a Hazel não fica se lamentando e nem os outros personagens, eles simplesmente aceitam o que tão passando, tenho certeza que o primeiro passo para vencer essa faze ruim você já deu, aceitando o que tá acontecendo contigo. Vai na fé e dê uma lida no ACEDE sem preconceito e não pela modinha - que aliás eu odeio modinha por causa do meu ciúme literário- PS: TOrcendo por você!

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  8. Sobre ACEDE...
    Fui ver o filme ontem (pq todo mundo tava comentando, pq eu via o o vlog do Green e pq eu tenho tumblr então preferi ver logo do que ficar na curiosidade).
    E resultado foi: não chorei porém dei muita risada.
    Fui ver com uma amiga que é enfermeira, e ela tava tão revoltada com a impossibilidade da menina fazer tudo aquilo com aquele tubo de oxigenio que não aguentava e caia na risada ... "ela nem para pra trocar o tubo!" minha amiga reclama e eu caia na risada.
    Fora isso, na hora mais triste do filme teve um bando de gente se acabando no cinema o que me fez cair na risada mais ainda pois como vc mesmo disse "pareciam que eles tinham orgulho de mostrar que tavam chorando", eles forçavam o choro pra fora como se fosse "dever" deles chorar.
    Resumindo: não chorei, não achei tudo isso e "se fosse na vida real a menina ja teria morrido subindo as escadas com aquele tubo de ar" (palavra de minha amiga enfermeira).

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  9. OLÁ, IGRA! Já te disse o quanto gostei do post, mas aproveito para repetir aqui. Adorei mesmo. :)

    Então, você também sabe o quanto eu amo o livro e eu vou repetir isso para sempre e indicar para todos etc. etc. etc. Mas eu também sou reconheço que não é um livro perfeito. O próprio John fala que não sabe muita coisa de estrutura narrativa, ele está apenas contando uma história o jeito que ele sabe fazer. E ele tem um estilo próprio de contar. Pode ser simples, mas é muito agradável de ler - pelo menos para mim.

    Eu disse em algum post meu que os livros dele podem não ter grandes "ambições literárias" (sabe, aquela literatura que prefere ser chamada de Literatura), mas eles me ganham nos sentimentos. E o segredo é esse: eu gosto tanto dos livros do John porque eu me identifico. Eu rio e choro com as coisas mais bobas, e por isso mesmo percebo que é para todo mundo. Um mesmo texto desperta coisas diferentes nas pessoas, e com você pode acabar sendo tédio ou desgosto ou sei lá o quê.

    Não estou dizendo que você deve ou não ler nem nada do tipo, até porque tem tanta coisa para ler, né? Talvez o John Green seja para você o que Meg Cabot e Stephanie Meyer são para mim: todo mundo lê e comenta e eu tenho interesse, mas até pegar um livro para ler... Quem sabe um dia?

    Sobre as fãs que sentem orgulho em chorar: também senti isso. Não acho que eu deva ser "fiscal" de como a pessoa gosta de algo e demonstra o amor, mas foi bizarro no cinema. Eu fui na estreia e eram tanta gente chorando em uns momentos aleatórios que tinha umas meninas na minha fileira rindo das pessoas chorando. Mas enfim, é feio julgar, né. Se elas estão felizes assim, bom pra elas e tudo mais.

    Até.

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