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[Resenha] Elysium, filme

10.10.13Michelle

por Michelle Gimenes

- “Elysium”
- “Elysium” (2013)
- Direção: Neill Blomkamp
- Roteiro: Neill Blomkamp
- Elenco: Matt Damon, Jodie Foster, Wagner Moura, Alice Braga, Diego Luna, William Fichtner, entre outros
- Ficção Científica/Ação – 109 minutos – Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 20 de setembro de 2013





Minicrítica - Resumo:
Em um futuro não muito distante, os recursos da Terra se esgotaram e seus bilhões de habitantes vivem na mais extrema miséria. No entanto, alguns terráqueos endinheirados deixaram seu planeta natal para trás e foram morar na linda e perfeita estação espacial chamada Elysium, onde o ar é puro, a segurança é máxima e a tecnologia é capaz de curar qualquer tipo de doença. O verdadeiro paraíso.
Mas é claro que não existe paraíso sem inferno, né? Por trás da aparente paz que reina em Elysium se desenrolam jogos de poder que podem colocar esse verdadeiro oásis em risco. E são os conflitos, entre os membros da cúpula de poderosos de Elysium e entre os rejeitados da Terra e seus governantes, o ponto crucial dessa trama que usa a ficção científica como o formato ideal para falar de problemas bem reais.
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O uso de um universo fictício para abordar problemas verdadeiros e atuais não é nada novo. O próprio Neill Blomkamp, diretor de Elysium, já havia usado esse recurso em seu filme anterior, Distrito 9, que também trata de diferenças sociais. Aliás, muitas coisas em Elysium lembram Distrito 9: as naves, os robôs, a favela a perder de vista. Todavia, isso não diminui em nada o impacto da história contada.

Nesta nova produção, o protagonista, Max, é vivido por Matt Damon, um cara com um passado de fora da lei que está em liberdade condicional e que passa seus dias ralando duro na principal empresa fabricante de robôs. Trabalhando em condições de alta periculosidade, um dia ele é exposto a uma dose letal de radiação e recebe o prognóstico de 5 dias de vida. Sua única chance de continuar vivendo é conseguir chegar a Elysium para utilizar uma das camas curadoras. Para conseguir embarcar em uma das naves clandestinas que o levariam até seu destino, ele recorre ao “coiote” Spider (Wagner Moura).


Spider faz um cafuné em Max

Spider não faz caridade, obviamente. Como Max não tinha dinheiro, se sujeita a fazer “um servicinho” de roubo de dados em troca de sua vida. O que ninguém esperava é que os dados roubados contivessem informações capazes de mudar não apenas os governantes, mas também a forma de vida de todos os habitantes da Terra.

Eu gostei muito de Distrito 9, então, quando fiquei sabendo de Elysium, me interessei imediatamente. Saber que o Matt Damon e o Wagner Moura estavam escalados para participar só aumentou ainda mais minha vontade de ver o filme. Damon é um ator muito versátil que convence tanto em papéis mais intimistas como quando encarna um herói de filme de ação, que é o que acontece neste caso. Wagner Moura também faz parte da minha lista de atores favoritos e sua composição do vilão é muito boa. Li que, inclusive, foi ideia dele fazer um Spider manco e com uma voz diferente. Funcionou muito bem.


O oficial de condicional - Freak é pouco

Os efeitos especiais são bons e servem de complemento à história, sem competir com ela. A visão panorâmica da cidade de Los Angeles transformada em uma favela sem fim é muito impactante e contrasta duramente com os jardins verdejantes de Elysium. A tecnologia do futuro apresentada ora é absurdamente excessiva, ora parece meio datada.

No geral, achei o filme muito bem feito e interessante. Há algumas falhas de roteiro e o assunto pode não ser o mais original do mundo, mas acho válido levar às telas essas questões que afetam nossa vida agora e continuarão sendo relevantes para as próximas gerações. Resumindo, um bom filme de ficção científica que envolve ação e romance e que serve com um ótimo passatempo e, ao mesmo tempo, faz uma crítica contundente ao nosso sistema financeiro e governamental.

Nota final:
(4/5 conversinhas)  

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1 comentários

  1. eu gostei bastante do filme ai chegou no final e achei tudo muito corrido e gostei um pouco menos. mas eu odiei as cenas de luta, não dava pra ver nada e dava uma aflição não ver nada.

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