50 conversinhas bradley cooper

[Resenha] O Lado Bom da Vida, filme

2.3.13Paulo V.

por Paulo V. Santana

- "O Lado Bom da Vida"
-  Silver Linings Playbook  (2012)
- Direção: David O. Russell
- Roteiro: David O. Russell, Matthew Quick (livro)
- Atores: Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Jacki Weaver, Chris Tucker...
-  Drama/Comédia - 12 Anos - 122 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 01 de fevereiro de 2013
- Resenha do livro [x]







Mini-crítica - Resumo:

Há grandes diferenças entre o filme e o livro que lhe deu origem, mas isso não é algo completamente negativo. Mesmo que muitos detalhes tenham sido deixados de lado e até características de personagens mudadas, o essencial foi passado e o filme funcionou. David O. Russell acertou tanto no roteiro quanto na direção muito bem feita.

A história de Pat e Tiffany, duas pessoas com alguns problemas psicológicos se reajustando e ajeitando suas vidas, é muito agradável de assistir e recomendada para quem está procurando um filme mais descontraído mas que não perde a carga dramática. Leva nota máxima pelo ótimo conjunto: roteiro, direção, atuações e trilha sonora (tem até Jessie J e Alabama Shakes!).


Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.


Primeiro, devo dizer que estou nervoso, porque essa é a minha primeira resenha de filme. Eu já escrevi sobre filmes em outros tipos de posts, mas nunca numa resenha. Vamos ver se eu me saio bem falando de um dos meus mais recentes filmes favoritos. :P

“O Lado Bom da Vida” é um filme escrito e dirigido por David O. Russel (“O Vencedor”), baseado no livro homônimo de Matthew Quick. A história é sobre Pat Solitano, um homem na casa dos trinta anos que acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Seu lema de vida é “Excelsior”, cuja ideia é de “grandiosidade” e “mais ao alto”, que combinam bem com a vida que Pat quer levar agora: manter-se sempre positivo e fazer de tudo para melhorar e reconquistar sua (ex-)esposa, Nikki.

Porém, vai ser difícil conseguir alcançar isso, pois o incidente que o levou a cuidar de sua saúde mental fez também com que ele tivesse uma ordem de restrição que impede seu contato com Nikki. É aí que entra Tiffany, a cunhada de seu melhor amigo Ronnie. Ela também passou por um momento difícil e a personalidade conflitante dos dois entra em atrito num primeiro momento, mas eles acabam se entendendo e fazendo um acordo que beneficia ambos. A história vai se desenrolando a partir disso, Tiffany ajuda Pat a falar com Nikki e Pat ajuda Tiffany em um concurso de dança.

Devo confessar que não gostei tanto do filme quando eu assisti pela primeira vez. O fato de eu ter amado o livro (como disse na resenha) aliado às altas expectativas que eu tinha fizeram com que eu me decepcionasse um pouco. Há várias diferenças e eu só conseguia pensar “Ei, Russel, você estragou tudo!”.

Só comecei a gostar de verdade do filme depois de pensar um pouco sobre ele, relaxar e assistir novamente. Não que “O Lado Bom da Vida” seja um filme difícil, pelo contrário, ele é bem simples e por conta disso não agradou algumas pessoas. Meu erro foi não esquecer o livro, mas depois que o fiz, me apaixonei mais e mais pelo filme. 

Vi bastante gente reclamando que o filme é muito “água com açúcar” e que o final é clichê. “O Lado Bom da Vida” não tem nada de extraordinário nem promete nada que revolucione, é apenas um drama (com certos toques de humor) que está contando uma história diferente, sobre duas pessoas com transtornos psicológicos. E não há como negar que o final é clichê e previsível, mas a história pedia isso. O protagonista adora finais felizes (e há uma cena que enfatiza bem isso), então, dar um final feliz e simples para a história foi uma escolha perfeita.


O roteiro me agradou bastante, porque é bem ágil e funciona. Russel se saiu muito bem na tarefa de adaptar o livro, porque, mesmo tendo deixado grandes detalhes para trás, ele conseguiu passar o essencial da história para as telas.

A direção propriamente dita de Russel também merece ser comentada. O uso das câmeras foi muito bem trabalhado, tanto por causa das câmeras na altura do ombro de um dos atores nos diálogos quanto pelo auxílio que elas deram para contar a história. Nas primeiras cenas do filme, a câmera é meio trêmula e se movimenta bastante, mas depois se torna estável e o desconforto inicial vai embora. Essa mudança coincide também com a mudança do estado de espírito de Pat; no início ele está confuso e não sabe direito o que fazer, depois, ele encontra seu caminho.

As atuações também são pontos altos, senão o filme não teria recebido indicações em todas as categorias de atuação do Oscar desse ano. Bradley Cooper mostra que pode ser um bom ator e a Jennifer Lawrence prova que pode melhorar a cada filme que ela faz. A mudança dela entre os papéis é bem visível, não há nada da Katniss na Tiffany nem vice-versa. O pai de Pat recebeu um destaque maior do que no livro e Robert De Niro se saiu muito bem no papel. A única que eu não vi nada demais foi a Jacki Weaver, que nem chega a ter uma cena de destaque.

“O Lado Bom da Vida” é um filme para se assistir sem ter qualquer pretensão de encontrar um novo favorito nem nada. Diria que é bem para quem está procurando algo descontraído mas sem perder o drama.

Sobre a nota: A princípio, seria 4,5 porque não me encantou logo de cara. Mas depois de ter assistido duas vezes e de vez em quando abrir o arquivo para assistir novamente as minhas cenas favoritas, não há como não dar 5. 

Classificação:
(5/5 conversinhas)

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7 comentários

  1. oi, tudo bom?
    Eu gosto de resenahs de filmes, mas fico encabulada se ainda não assisti, é como ler de um livro que quero muito e não pretendo ter spoiler, mas consegui ler sua resenha sem me chocar por não ter visto o filme, e não sei por que é raro achar um filme 100%parecido com o livro.
    Território das Garotas
    twitter

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    Respostas
    1. Oi, Poliana!

      Primeiramente, obrigado por comentar. Sobre spoilers, não fique com medo de encontra-los nas nossas resenhas. Nós sempre tentamos fazer a história sem revelar muita coisa. E quando queremos contar algo a mais da história, a gente sempre coloca um aviso e ainda colocamos o spoiler com a fonte branca, então nem rola de ler por acidente. Fica tranquila com essas coisas. :)

      Sobre se raro achar um livro 100% parecido com o livro, a questão principal é a diferença de mídias. Livros são para um tipo de público e filmes tendem a querer alcançarem mais um público maior, então tem que adequar muita coisa. Esse foi um comentário bem rápido porque eu tenho bastante coisa para falar sobre o assunto, acho que vou aproveitar e escrever uma discussão aqui pro blog :D

      Abraços,
      Paulo

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  2. Eu adorei esse filme. Fui assistir achando que seria leite com pera, mas o enredo me agradou muito e já estou com o livro no Kindle para ler. A atuação dos dois atores foi surpreendente, o enredo falando de duas pessoas perturbadas e tentando se ajustar tocou num ponto sensível da sociedade, sobre como as pessoas podem se recuperar destes baques que a vida nos dá.

    Sobre o final ser clichê, de fato, o filme pedia isso. E acho que drama e humor ficaram bem casados ali. Realmente, um ótimo filme, daqueles que a gente vê várias vezes.

    Abraço!

    @Sybylla_
    momentumsaga.com

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    Respostas
    1. Oi, Sybylla!

      Fico muito feliz de saber que você gostou do filme! Sabe quando você gosta muito de um filme/livro e quando alguém diz que não gosta é quase uma opinião pessoal? Esse é o caso. hahahahha

      Sobre o livro, leia sim, mas toma cuidado. Vi gente que amou o filme, foi ler o livro e acabou dando nota 2/5. O livro e o filme são muito diferentes, até um pouco na personalidade de alguns personagens. Há um detalhe (tempo do Pat na instituição psiquiátrica) que é diferente e isso meio que acaba mudando muitos outros detalhes da história. Enfim, fico muito feliz que leia o livro, mas tenta ler se expectativa para não haver decepção. (e depois comenta o que achou do livro na resenha! :D http://conversacult.blogspot.com.br/2013/02/resenha-o-lado-bom-da-vida-de-matthew.html).

      abraços,
      Paulo

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  3. Assim como você, eu vi o filme com grandes expectativas baseadas no livro e ainda estou chateada com o rumo do filme, que nem sei se pode ser chamado de adaptação.
    No auge da minha decepção, acho que deviam ter dito que era BASEADO no livro e não adaptado, a personalidade de todos é tão diferente, a mãe dele é tão fantástica no livro, ele mesmo é incrível, a simplicidade e a complexidade das emoções e momentos.. Enfim, ainda estou triste, talvez assista outro dia e me surpreenda.
    PS: Demorei muito para achar uma opinião do livro que relacione ele ao filme, parece até que quem leu não viu e quem viu não leu. Obrigada.

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  4. Oi adorei.. muito obrigado, me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços. www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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  5. Muito boa revisão, você me incentivou a ler a história. Recentemente, vi o filme e fiquei fascinado especialmente desde.... Eu sou definitivamente um fã Bradley Cooper e seus filmes não me perder, embora alguns são muito mal feitas. Pela maneira, recentemente eu vi americana Sniper, uma proposta que eu recomendo muito para ver.

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