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Sem o que fazer nas férias? Leia Scott Pilgrim Contra o Mundo

5.1.12Paulo V.
por Paulo V. Santana


Hoje venho indicar não um livro, mas sim uma HQ. Estamos em pleno mês de janeiro e acredito que a maioria dos leitores do blog esteja de férias, aquele período que, na maior parte das vezes, ficamos sem nada para fazer. Quer uma dica? Leia "Scott Pilgrim contra o Mundo"! Mesmo que você não ligue muito para histórias em quadrinho, vale a pena conhecer (até porque também tem o filme), confira!

Capa do primeiro volume
Informações:
Scott Pilgrim Contra o Mundo (série de 3 volumes)
Autor: Bryan Lee O'Malley
Editora: Quadrinhos na Cia. (selo da Companhia das Letras)

No original, a série tem 6 volumes, mas aqui no Brasil a Cia. lançou 2 volumes em 1, assim sendo, temos 3 volumes. 

Sobre o que é e por que ler

O personagem-título, Scott, é um canadense de 23 anos e divide apartamento com seu melhor amigo gay, Wallace. Ele leva uma ociosa, ops, preciosa vidinha dividindo seus dias entre o tempo vago proporcionado pelo desemprego e sua banda de rock, Sex Bob-Omb, na qual ele é o baixista e conta com seus amigos Stephen Stills (guitarra e vocal) e Kim Pine (bateria). 

Scott começa a HQ namorando uma chinesa de 17 anos, Knives Chau, porém, ele a troca por uma misteriosa entregadora do Amazon.ca que fica passeando de patins pelos seus sonhos, Ramona Flowers.

Você acha que começar a namorar a Ramona é fácil assim? Claro que não! Para ser oficialmente namorado dela, Scott precisa enfrentar a Liga dos Ex-namorados do Mal de Ramona. Os SETE ex-namorados do mal o desafiam para lutas. Enquanto isso, ele ainda tem que contornar relacionamentos passados e a falta de talento dos Sex Bob-Omb.

Não posso comentar nada acerca do traço, afinal, sou completamente leigo no mundo das HQs (além de SP, só li "Turma da Mônica" e "Y - O Último Homem" - que em breve também terá indicação aqui no blog -, hahahaha). Mas quanto a história posso afirmar: vale a pena. Não é nada "Oh, meu Deus isso mudou minha vida! Preciso indicar isso para fulano, sicrano, beltrano agora!", mas combina muito com esse clima de férias: ler para passar o tempo, sem compromisso, só para se divertir. E se você curte games, tem mais um motivo para ler a HQ. Do início ao fim de cada volume é possível encontrar diversos elementos de vários games famosos (com direito à vidas extras, armas e até moedas quando o oponente é derrotado!)

Mas, caso você não goste de jeito nenhum de quadrinhos, você também pode conferir o filme que é a adaptação dos 6 volumes e conta com o Michael Cera ("Rebelde com Causa", "Juno") como o Scott e a Mary Elizabeth Winstead ("Super Escola de Heróis, "O Chamado 2", "Premonição 3") como a Ramona.

Extras!

>>>Ouça aqui as músicas do Sex Bob-Omb que foram feitas para o filme

>>>Veja abaixo o curta "Scott Pilgrim vs The Animation", que conta a história do relacionamento do Scott com a Kim no colegial e foi dublado pelos atores do filme. (Cuidado, spoilers!)



ação Apocalipse Z CCIndicação

Procurando o que ler? Conheça Apocalipse Z

21.10.11Dana Martins

Já que outubro é o mês do Halloween, que muito antes de ser Dia das Bruxas ou exaltação do terror era um culto aos mortos, nada melhor do que a indicação do blog ser a de um livro com aqueles mortos que continuam circulando por aí: os zumbis*.
* Vampiros também são mortos que continuam por aí, mas eles têm brilhado demais ultimamente e é melhor dar espaço para os outros.

E antes que você classifique como terror ou use qualquer preconceito, deveria dar uma chance a eles.


Informações:
Apocalipse Z – O Princípio do Fim
Autor: Manel Loureiro
Editora: Planeta

O livro faz parte de uma trilogia (o segundo é Dias Escuros e o terceiro A Ira dos Justos), mas tem a própria história bem completa e não pede muito uma sequência (apesar dela também ser muito boa).

Sobre o que é e por que ler
Apocalipse Z é o diário de um cara sobrevivendo a um mundo que está sendo tomado por zumbis. Ele e seu gato, é claro. A história começa sendo contada através do blog do personagem principal, que por causa de uma terapia foi aconselhado a escrever sobre a própria vida. No blog ele comenta o que esteve fazendo e o que viu de interessante no jornal, até que notícias de um tipo em especial começam a se destacar. Quando ele (e o mundo inteiro) percebe que algo muito errado está acontecendo já é tarde demais. É como se naquela época da gripe suína você visse aquelas notícias e um belo dia ao abrir a porta de casa descobrisse que o prato preferido do seu vizinho virou você. “Ah, mas a gripe suína não foi nada demais”, o senhor advogado narrador de Apocalipse Z também achava isso, até que um belo dia...

Continuando a história: Então, quando a luz acaba ele passa a escrever no papel mesmo. Se antes ele precisava de terapia, imagine cercado por zumbis e completamente sozinho. Nós continuamos a saber toda a história através dos relatos dele, pulando dias e precisando aguentar a expectativa do “agora eu vou tentar fazer isso” até o próximo relato (que vem na página seguinte, mas).

O livro tem uma narração sincera, divertida e cheia de sarcasmo feita por um cara que está completamente fodido. E se você não gosta de palavrões... Bem, o livro é um ótimo exemplo de uso literário-expressivo dos palavrões.

E não termina aí, o livro é cheio de ação e situações de tirar o fôlego. Muito mais excitante do que a maioria desses filmes e videogames por aí. O ritmo do livro é intenso, assim como a vida pacata de qualquer um perdido entre hordas de mortos-vivos.

O narrador-personagem merece um comentário a parte, porque é bem diferente do comum. Na verdade, ele é bem comum. É como você assistindo aquele filme tenso e quase se enfiando entre as almofadas do sofá, tendo um ataque e gastando seu estoque de palavrões em vez de aparecer como o mocinho na tela, bonitão, forte, todo no estilo do herói e passando pelos sustos tranquilamente. 

Curiosidades:
É tão viciante que você nem percebe direito que só tem um personagem na maior parte do livro e quase não tem diálogos.

Só pra me contradizer: Lúculo, o gato dele, é outro personagem marcante que contribui para a história.

Talvez você tenha estranhado eu não falar o nome do personagem principal, mas é porque não diz mesmo.

É um livro que te pega porque é como se fosse uma conversa com você. Em grande parte, você é o outro personagem. Além disso, segue um ritmo muito de pensamento: quem já não ficou “falando” sozinho?

O livro começou mesmo em um blog, mas fez tanto sucesso que publicaram a história completa e até foi traduzido para outras línguas (Essa última parte não teria significado nenhum se o autor não fosse espanhol. Quantos livros recentes do estilo e espanhóis você leu?). 

"Prova" do livro. Clique aqui e leia um trecho.

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