Ana Luíza Albacete Carol Cardozo

Rock in Rio: 7 dias por 7 pessoas

8.10.15Colaboradores ConversaCult


Já sofremos de RPB (ressaca pós-Bienal) e agora sofremos de RPRiR (ressaca pós-Rock in Rio). Esse ano se comemorou os 30 anos da primeira edição do festival, com 7 dias de shows,  a maioria de bandas/cantores que já se apresentaram em outras edições.

Eu poderia falar aqui do que eu achei do dia que eu fui, ou o que eu achei do que vi pela tv nos outros dias, ou falar que caguei e fiquei vendo Netflix (nunca, nunca cagarei pro Rock in Rio), mas achei que seria mais divertido ver todos os dias do ponto de vista de alguém que esteve lá, enfrentou brt lotado e aquela Cidade do Rock com um sol infernal.

Então, 7 dias, cada um por uma pessoinha foufa que esteve lá. Pronto?


Dia 18 - Queen + Adam Lambert / One Republic / The Script / Tributo aos 30 anos do festival
por Ana Luíza Albacete, 23 anos


- É a sua primeira vez no Rock in Rio?

Não! Foi a terceira vez que eu fui e te falar, melhor coisa <3

- Quais banda(s) você queria ver?

Queria ver Queen + Adam Lambert. Tava querendo One Republic também,  mas tava lá mais pelo Queen.

- Como foi sua experiência?

O show do Queen foi maravilhoso. Eu tô apaixonada pelo Adam Lambert até agora. O que eu mais gostei foi que o Adam não estava tentando ser o Freddie Mercury, o que fez ficar melhor ainda. O show do One Republic também foi ótimo. Aliás, as minhas companhias estavam incríveis. Eu juntei 10 amigos para ficar comigo no Rock in Rio, o que foi maravilhoso porque foi tudo tão cheio de amor e alegria e... Que eu tô elétrica até agora. Ah, só um problema: tinha gente demais. Eu tenho plena certeza que tinha mais que 85 mil pessoas naquele evento. Sério, parecia um formigueiro e pela primeira vez eu vi gente brigando de querer sair porrada e tudo. Esse foi o único lado ruim, de resto foi tudo amor.



Dia 19 - Mettalica / Mötley Crüe / Royal Blood / Gojira
por Leonardo Godinho, 23 anos


- É a sua primeira vez no Rock in Rio?

Não, terceira!

- Quais banda(s) você queria ver?

Mettalica, Korn e Angra.

- Como foi sua experiência?


Foi uma experiência satisfatória, pois vi o Metallica pela terceira vez na vida! Curti muito também os shows do Angra, Ministry, Korn e Motley Crue, e ainda consegui ir na montanha-russa! Achei o evento bem mais organizado do que nas últimas 2 edições, porém foi a edição mais suja que já fui, devido às poucas lixeiras existentes!



Dia 20 - Rod Stewart / Elton John / Seal / Os Paralamas do Sucesso
por Luiz Gabriel Muniz, 18 anos


- É a primeira vez que você foi ao Rock in Rio?

Foi a primeira vez, mas meu primeiro dia foi no dia 18.

- Qual banda(s) você queria ver?

Queria ver o John Legend, Seal, Rod Stewart e principalmente Elton John, pois tive a oportunidade de levar minha mãe comigo.

- Como foi sua experiência?

Foi incrível, me surpreendi com a empolgação do show do Magic!, de como eles tinham uma energia boa. John Legend é um músico incrível, e seu show não fica atrás, que podia muito bem ser co-headliner de um dia de musica pop. Seal é um grande músico, porém com poucos sucessos emplacados, então faltou a conexão com o público pra que fosse um show marcante. A performance de Kiss From A Rose foi arrepiante, pena que poucos ali a conhecia.

Cara, o show do Elton John foi muito emocionante pelo fato de ter conseguido levar minha mãe comigo pra assisti-lo, era um sonho pra mim realizar um sonho dela. E o show dele foi sensacional, a abertura com The Bitch Is Back foi foda, e poder vê-lo tocar Rocket Man foi um sonho de infância se realizando.

E o show do Rod Stewart perdoe-me, mas foi indescritível. Ele é um artista sensacional e fez, pra mim, o melhor show do Rock in Rio, junto do A-Ha. Presença de palco, brincadeiras com o público, uma voz  sensacional, com excelente banda e backing vocals. Por mim eu viveria naquele show.



Dia 24 - System Of a Down / Queens Of The Stone Age / Hollywood Vampires / CPM 22
por Carol Cardozo, 22 anos


- É a sua primeira vez no Rock in Rio?

Siiiiiim!

- Que banda(s) você queria ver?

System Of a Down e Queens Of The Stone Age

- Como foi sua experiência?


Foi muito especial pra mim, porque além de ser minha primeira vez no RiR, eu fui com meu namorado (nós tínhamos planejado isso há quase 10 meses, quando a gente ainda nem sonhava em namorar o outro), então foi bem legal ter conseguido ir junto com ele.

Íamos tentar pegar a grade pra ver Josh Homme (e que homme! *ba tum dss*) e Serj Tankian bem de pertinho, mas ter ido no dia com a temperatura mais alta do ano não foi muito legal. Chegamos cedo, fomos correndo pra grade, e em questão de 10 minutos três pessoas já tinham desmaiado, muito louco. Uns 20 minutos depois que a gente chegou, comecei a me sentir meio mal e a chorar, mas eu tava chorando não porque eu estava passando mal, mas sim porque eu sabia que ia passar mal e não ia dar pra ver o show da frente, faz sentido? HAHAHHAHAHAHAAH

Meu namorado então me levou pra sombra, me molhei bastante naquela fonte e naquele letreiro vermelho que soltava aguinha (God bless they!), e fomos passear pela Cidade do Rock. Olha, nos divertimos muito mais do que se ficássemos na grade até a hora do show.

Vimos um pedacinho do show de uma banda paulista chamada Tio Che (o qual jogaram cds no fim do show e eu consegui pegar um), ficamos zoando os caras do Project 46 e do John Wayne (sério, eles só urravam, mesmo cantando em português não se entendia porra nenhuma), vimos um pessoal arrasando no karaokê do palco da Pepsi, encontramos amigos dele, tiramos foto com a vaca da Piraquê (super fofa aquela vaca), foi bem bacana.

E os shows do Palco Mundo foram MARAVILHOSOS. Achei sinceramente que o CPM 22 fosse ser esculachado, mas não, todo mundo voltou a 2005 e tava cantando junto. Confesso que estava quase chorando junto com o Badauí. Hollywood Vampires é muito legal (e ver Johnny Depp é sempre um bônus, não é? ;D ). Agora peraí que pras duas últimas bandas precisa de um parágrafo pra cada uma.

Queens Of The Stone Age. O que dizer desse show que mal conheço mas considero pacas? Fiquei meio chateada por não ter tocado Make It Wit Chu ou Feel Good Hit Of The Summer, MAS ELES TOCARAM SICK, SICK, SICK. SICK, SICK, SICK. AAAAAAAH. (Se você não conhece a banda, não vai entender, mas vai ouvir esses caras, vale a pena.). O show foi incrível, argh, nem consigo pensar em adjetivos que mostrem o que eu senti. P.S.: Reboladinhas do Josh Homme <333333

Ouvir System Of a Down ao vivo foi demais porque eu passei minha adolescência toda ouvindo eles, quase toda memória daquela época é ligada a uma música deles. A energia do show estava sensacional, Serj Tankian e sua capacidade de imitar gatinhos e 5 segundos depois dar um urro gutural, Daron Malakian arransando na guitarra, todos pulando e cantando (menos eu. Já estava completamente morta, com dores no corpo, na cabeça, e se pulasse a dor piorava 50 vezes).

No fim do SOAD eu já estava achando que ia desmaiar de exaustão, e no dia seguinte no trabalho sobrevivi a base de café, mas faria tudo de novo. Um dos melhores dias da minha vida, certamente.



Dia 25 - Slipknot / Faith no More / Mastodon / De La Tierra
por Laís Ribeiro, 19 anos


- É a sua primeira vez no Rock in Rio?

Foi a terceira vez. :)

- Que banda(s) você queria ver?

Fui ao dia 24 para ver o Hollywood Vampires e System Of A Down e no dia 25 ver o De la Tierra e o MASTODON!

- Como foi sua experiência?

Bem, eu curto do rock clássico ao metal, e sempre achei que o festival minimizou ano após ano na seleção de bandas nesse estilo! Além da falta de criatividade nas escolhas (vide a repetição desse ano), e na oportunidade que não dão a certas vertentes.... Mas, apesar disso AMEI ver o que paguei pra ver!



Dia 26 - Rihanna / Sam Smith / Shepard / Lulu Santos
por Matheus Cardoso, 19 anos


 - É a sua primeira vez no Rock in Rio?

Esse ano consegui realizar uns dos meus muitos sonhos que era ir no RIR. Consegui perder a virgindade em grande estilo indo em dois fucking dias.

- Que banda(s) você queria ver?

Rihanna.

- Como foi sua experiência?


Quando abriram as vendas eu estava focado realmente em ir no dia do SOAD e no da Rihanna, mas também queria ver Katy e Queen com o Adam. De qualquer forma não consegui comprar o ingresso de nenhum deles por causa dos transtornos do site e etc. Porém, um dia antes do show do Metallica minha tia me liga dizendo que tinha ingresso sobrando e queria que eu fosse. Eu dei graças por não ter ninguém em casa na hora, porque pinta foi pouco pro que eu dei quando ela disse aquilo.

Mas ainda não tinha acabado. No dia seguinte, durante um evento LGBT, meu amigo simplesmente me dá o ingresso pro dia 26 PRA VER A RIHANNA. Foi simplesmente coisa de outro mundo! Foi uma semana extremamente longa, mas que valeu cada segundo quando abriram os portões e eu me vi correndo feito um animal pra pegar a grade com meu amigo. A sensação era tão maravilhosa que eu corria rindo. E quando cheguei no gramado e vi toda aquela cidade (literalmente) praticamente vazia, fervendo de sonhos e de desejos, eu tive que parar. Primeiro pra pegar um brinde e depois por eu precisar processar tudo aquilo, os arrepios que estava sentindo e todas as pessoas correndo em volta com o mesmo objetivo. Mas logo saí do meu estado de torpor e voltei a correr, incentivando meu amigo e conseguindo chegar na grade. Duas pessoas separavam meus amigos e eu da grade, mas toda essa adrenalina + calor não formam uma boa combinação e meus amigos, que realmente tinham o sonho estar próximo da Rihanna, passaram mal. Por isso acabamos por abrir mão do privilégio da grade. Depois de muita choradeira, eles se recompuseram e nós decidimos fazer valer o fato de estarmos ali, e fizemos valer cada segundo. Rodamos o parque, encontramos com mais amigos, bebemos, fomos em brinquedos, fomos à festas. Numa situação dessas só podemos tirar proveito da melhor maneira, e a Cidade do Rock estava ali, revestida de felicidade, não podíamos desperdiçar.

Quando a Rihanna subiu no palco já não restava pernas, forças, mas a energia no lugar era tão magnífica que nada importava. A multidão cantando todas músicas, a Rihanna se divertindo e rindo orgulhosa dos fãs...nada importava mais. Cada segundo foi simplesmente incrível, principalmente pra um dos meus amigos que imprimiu as notas de dólares com a foto dela e distribuiu pros fãs mais cedo e que ela pegou no final de "Bitch, better have my money". Foi tudo um sonho, nenhum estresse, nenhum transtorno, apenas felicidade, tudo que o RIR foi criado pra ser.



Dia 27 - Katy Perry / A-Ha / AlunaGeorge / Cidade Negra
por Willian Alves, 23 anos


- É a sua primeira vez no Rock in Rio?


Sim.

- Que banda(s) você queria ver?

Katy Perry.

- Como foi sua experiência?

Depois de quatro anos esperando para ver a Katy Perry, eu finalmente consegui. Cheguei à Cidade do Rock na abertura do Palco Mundo, e como estava acompanhado do meu padrinho e ele iria encontrar alguns amigos que estavam perto do palco, fomos ao encontro deles. Começa o show do Cidade Negra e vou curtindo um pouco apreensivo, uma hora de intervalo ate o próximo, entra Alunageorge e com ela a chuva vem junto. Minha ansiedade aumenta, vem o A-Ha e fico mais ansioso. Eis que depois do termino apenas meia hora me separava da tão esperada hora de ver um dos meus ídolos e de perto.

Quando começou a introdução de Roar e os dançarinos começaram a entrar eu já não sabia se chorava ou gritava (acabei fazendo os dois), a cada música que passava eu ouvia os elogios dos amigos do meu padrinho e do mesmo de como o show era super bem produzido e o quanto ela os surpreendeu. Eis que chega a parte acústica do show e ela canta By The Grace Of God (música no qual me faz chorar por lembrar de pessoas maravilhosas que me ajudaram em momentos ruins). Chorei muito, porém não deixei de cantar uma palavra sequer da música. Passam-se mais algumas músicas e a ultima é a minha favorita: Firework. Em meio a sorrisos, lágrimas e cantoria eu finalmente me sinto mais leve e realizado por ter assistido a um show maravilhoso em um festival tão maravilhoso quanto.


Depois de todos esses relatos, aposto que falo isso por todos os que participaram desse post: QUE VENHA O ROCK IN RIO 2017!

Thor já deu o recado



Sobre a autora:

Carol Cardozo. Nerd desde pequena (nutrindo não tão secretamente uma paixão pelo Han Solo desde os 4 anos de idade), entusiasta de séries, prefiro Netflix a baladinhas (a não ser que toque rock alternativo) e gravo perfeitamente diálogos de filmes (porém esqueço nomes de ferramentas).

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