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Paramore faixa a faixa: Quem disse que música não conta história?

21.4.13Conversa Cult


Às vezes no calor da rotina a gente esquece de uma coisa: arte. Principalmente em música, que é cultura em pílula. Não vou choramingar para ninguém ler esse post, porque muita gente simplesmente não vai entender. Só tire um minuto para a explicação:

No novo álbum a banda paramore não veio apenas trazendo mais músicas legais para você balançar a cabeça, mandar indireta para o pretendente, pular no show ou acordar de manhã. Ouvir esse álbum completamente e prestar atenção é o mesmo que assistir a um bom filme ou ler um bom livro. Pena que hoje em dia não há tanto o costume de fazer isso - Sorte que há posts como esse te lembrando que você ainda pode fazer. Independente de gostar ou não da banda. Aperte play e leia.

Eu sinceramente só fui ler isso porque eu tinha que revisar e agora estou grata de ter feito. Eu fiquei arrepiada, com lágrimas nos olhos e em alguns momentos com um sorriso enorme. E isso é mais do que eu posso dizer sobre muitos livros e filmes que estão falando por aí.

ATENÇÃO: leia sobre cada música ouvindo a música, e se precisar abra a tradução da letra. Prepare o coração!



"Fast In My Car"  
A primeira faixa do CD já dita o tom das músicas que vão vir depois. A sonoridade da música é bem diferente de tudo que o Paramore já produziu. Tem uma vibe mais dançante, descontraída e, comparando com a primeira faixa do Brand New Eyes, bem menos pesada. É como se eles estivessem avisando “esse cd é bem mais positivo e alegre do que o último, não esperem por uma música de ódio”. Também é interessante ver que essa música já demonstra a inovação/experimentação que acontece no álbum todo. Efeitos na voz da Hayley, bases eletrônicas... Mas a guitarra continua ali. Só que com menos agressividade.

(+ vento batendo no rosto)
"Now"
É difícil falar de “Now”, porque ela saiu bem antes do resto do cd.. Foi o primeiro single. Aliás, foi o primeiro single justamente por ser uma das mais diferentes do álbum (como o próprio Taylor disse). Mas, ao mesmo tempo, eu vejo essa música como um resumo do que eles querem com esse álbum: um recomeço, um futuro. O instrumental de “Now” é daqueles que dá vontade de sair pulando, te encoraja a fazer as coisas. Tipo um hino de guerra (?) (aliás, é com essa música que eu acordo pra ir para faculdade HAHA ;x).

Logo que essa música saiu, vi muita gente reclamando de “falta de bateria” ou dizendo que a letra dela é fraca. Sinceramente, não sei se as pessoas que reclamaram disso estavam ouvindo a mesma música que eu: 1 - Tem praticamente um solo de bateria na metade da música/ 2 – “There’s a time and a place to die, but this ain’t it” com certeza não é uma frase qualquer.

Agora falando de coisa boa, é legal ver a progressão da música. A forma como ela ganha peso/volume aos poucos. Ela começa tipo um rap (pelo menos vocalmente falando) e, no refrão, se torna um rock dos bons com bateria e guitarra distorcida bem agressivas.

"Grow Up"
Mais uma música que fala sobre deixar o passado para trás. “Some of us have to grow up sometimes, if I have to I’m gonna leave you behind”.

Um dos pontos altos da música fica por conta do comecinho e do fim da faixa, com aquela pegada um pouco mais eletrônica. Parece que nesse CD as músicas estão mais limpas. Não tem um monte de riff diferente acontecendo ao mesmo tempo. Nessa faixa inclusive, na maior parte do tempo parece que só tem a guitarra rítmica e que o resto do “espaço” é preenchido por sintetizadores.

"Daydreaming"
Logo de cara, essa música me fez pensar no rock do final dos anos 1980/início dos 1990, mais especificamente numa banda chamada The Smashing Pumpkins. As viradas da bateria, os riffs da guitarra, o teclado... Tudo isso remete muito a essa época. Mais uma vez a música se torna grandiosa aos poucos e o refrão gritado da música causa um contraste enorme com os versos, que são bem tranquilos. Mas essa diferença da forma de cantar torna a música ainda mais especial e ajuda a contar a história da música, dá para sentir cada palavra que a Hayley está cantando.

E você vai acompanhar: Daaaaaaaaaydreaming... Daydraming aaall the time...
"Moving On" 
É a hora de tomar um “susto”. Primeira vez que o ukulele aparece no CD e na história do Paramore. Mais uma prova de que eles têm maior liberdade criativa nesse álbum que nos anteriores. Sério, quando você imaginou que teria uma faixa só no ukulele em algum trabalho da banda? (Quem dirá três...). Mas vamos falar mais do ukulele, esse instrumento lindo que cada acorde tocado faz aparecer um arco-íris no céu e unicórnios no quintal. AHAHA

Acho que essa música (e as outras duas interludes) não poderia ser escrita para ser tocada em outro instrumento.  Ele bate perfeitamente com o que é dito e deixa aquela sensação de alegria na medida certa. Definitivamente uma música para sentar, relaxar e aproveitar o lado bom da vida.

"Ain’t It Fun" 
Hora da banda mostrar outro lado da influência musical que eles carregam. A música mais pop do CD inteiro sem dúvidas. Tem muita cara de pop do final dos anos 1980, tipo as músicas mais dançantes da Whitney Houston ou alguma do Michael Jackson.

Essa pegada pop/soul vem acompanhada, obviamente, de um baixo arrebatador. Boa parte do suingue (SWAG BABE) vem por causa dos arpeggios e frases que são feitas pelo Jeremy. O xilofone, que é o primeiro instrumento a aparecer na música, também é amor demais. Ele é uma das partes melódicas mais marcantes da música. A guitarra está ali para preencher os espaços e, de vez em quando, faz umas entradas bem marcantes (principalmente na parte final). O instrumental dessa música é LINDO! São tantos instrumentos em harmonia e tudo se encaixa tão bem.

“Ain’t It Fun” abre espaço para um vocal mais pop por parte da Hayley (ou seja, uma oportunidade para ela soltar ainda mais a voz com várias firulas). É incrível como nesse álbum a gente tem a oportunidade de topar com várias camadas diferentes dos três como músicos.

E o que dizer sobre o coral que aparece na parte final da faixa? Eu amo esse pedaço da música, ainda mais que todo o resto da música some durante um tempo e fica só o coral e a Hayley. E, no final, ainda rola uma batalha de vozes entre o solista do coral e a Hayley. Essa é uma das faixas que eu estou mais ansiosa para ver como vai funcionar ao vivo.

"Part II"
Uma das músicas que eu estava mais ansiosa para ouvir. O motivo é bem óbvio: a faixa é a "continuação" de uma das minhas músicas favoritas do Paramore, "Let The Flames Begin". É uma das faixas que melhor consegue misturar o velho e o novo Paramore (se é que há mesmo essa divisão, acho que, no fim, é tudo música de ótima qualidade).

A temática da letra vem do universo antigo da banda e a sonoridade é mais dessa fase nova.  Acho até que o riff dessa música tem as mesmas notas base de "Let The Flames Begin", só que de uma forma mais limpa, menos agressiva. E é legal como o instrumental dá uma parada na "ponte" e quando começa o "Dancing all alone" vem aquela bateria bem marcada que realmente dá vontade de dançar.


A música mostra bem esse período de transição da saída dos Farro até o estabelecimento do Paramore como conhecemos agora. Em "Let The Flames Begin" tem todo aquele sentimento de que "juntos venceremos qualquer inimigo que colocar fogo na nossa casa", já em "Part II" a pessoa está lutando sozinha, tá aprendendo a perdoar e tentando confiar nas pessoas novamente.

A parte final da música é um caso a parte. Não tem como não se emocionar com esses "outros" que eles fazem. O instrumental é realmente contagiante, dá vontade de sair pela casa batendo cabelo, pulando e batendo palma.

Paralelismos das letras: "This is how WE'll dance when they try to take us down" ("Let The Flames Begin") /// "Come and find ME dancing all ALONE to the sound of an enemy's song" ("Part II")

"Last Hope"
O momento que essa música vem no disco é muito bem pensado. Você já tá num clima mais "pesado" por causa de "Part II" e aí vem "Last Hope" pra te fazer chorar. É incrível como a voz da Hayley transmite vulnerabilidade nessa faixa. E também é legal reparar como a letra dela tem relação com "Part II" (e "Let The Flames Begin" consequentemente).

1 - "Let The Flames Begin": "What a shame we all became such fragile broken things a memory remains just a tiny spark"
2 - "Part II": "Where once was blazing light, now there’s a tiny spark" / "So if you let me I will catch fire to let your glory and mercy shine"
3 - "Last Hope": "It's just a spark but it's enough to keep me going"

É legal também como a música cresce: começa praticamente só a voz da Hayley e, no final, tem até um coro de vozes junto com a dela, um instrumental bem mais alto que o do início etc.

Talvez tenha até um simbolismo por trás disso (o coro de vozes seria os fãs que também se agarraram a uma fagulha de esperança). Essa música também tem uma das linhas mais bonitas de todo o CD: "It's not that I don't feel the pain, It's just I'm not afraid of hurting anymore". Uma das músicas mais emotivas do CD. Atenção especial pras linhas de baixo que o Jeremy faz na ponte.

"Still Into You" 
Definitivamente uma música pra dançar. A música mais chiclete de todo o CD na minha opinião (e não falo isso num sentido ruim, bem ao contrário...), com certeza você vai ficar reproduzindo com a boca o riffzinho dos versos. Te desafio a não ficar cantarolando "CAUSE AFTER ALL THIS TIME I'M STILL INTO YOOOU".

Acho que é uma das músicas que eu menos esperava encontrar num CD do Paramore, porque ela é tão brega e romântica e fofa e... Isso só prova mais uma vez que eles tiveram mais liberdade pra compor esse CD. Não se apegando a gênero ou temática ou seja lá o que for. Também é legal perceber como essa é mais uma das músicas que contam uma história. "Mas ué, toda música conta uma história" - Sim, isso é verdade. Mas nesse CD tem várias músicas que contam uma história com início, meio e fim. Tem um desenvolvimento e acontecimentos sucessivos. Dá para imaginar as coisas que ela canta.

"Anklebiters" 
Hora de arrastar os móveis da sala e chamar os amigos pra fazer rodinha punk -n É engraçado como uma música que tem uma letra tão forte tem um instrumental tão alegrinho. Tudo nesse CD é trabalhado pra esse lado mais leve, mais positivo... Os riffs da maioria das músicas tem essa sonoridade alegre. A pegada da bateria durante os versos me lembra uma coisa mais Green Day, mas a guitarra não é tão bruta/crua como nas músicas do Green Day. Nessa música eles falam sobre não abrir mão de ser você mesmo e lutar para se impôr. Alguma coisa nessa música me lembra "Born For This" (acho que é só o coro de fundo gritando "anklebiters" mesmo). Uma das músicas que mais me surpreenderam, não dava quase nada por ela na preview e agora tudo o que eu queria é que ela tivesse mais um minuto de duração.

Outro detalhe interessante: a risadinha do Jeremy no fim da música <3


"Holiday"
Mais uma música para relaxar. O ukulele reaparece e, dessa vez, junto com ele um contrabaixo fazendo vários arpeggios e frases. Particularmente, o que mais fica na minha cabeça são as notas do contrabaixo. As viradinhas que ele faz no final de várias frases. Sem contar que ele dá a pegada da música em vez de apenas seguir o ukulele.

"Now I get a holiday, I think I'll stay... Holiday."


"Proof"
Mais uma música bem romântica do CD. Só que ela é menos fofinha que "Still Into You" (acho que só pela sonoridade mesmo...). Começa com um riff de guitarra que, aos poucos, ganha a companhia da bateria e novos elementos são adicionados aos poucos até a segunda estrofe.

Uma das coisas mais interessantes é a mudança de ritmo na ponte da música "So do you love me? All you gotta do is say yes".

Ah, essa música é mais uma que tem ligação com músicas antigas, dessa vez "The Only Exception" (ou pelo menos essa é teoria que os fãs estão montando na internet).

"I know you're leaving in the morning when you wake up, leave me with some kind of proof it's not a dream" ("The Only Exception") // "There's nothing left for you to do, the only proof that I need is you" ("Proof").


Particularmente, foi uma das músicas que eu mais demorei a gostar... Mas que agora não consigo parar de ouvir.

"Hate To See Your Heart Break"
A única baladinha do CD. É a que eu indicaria para você mostrar para sua mãe na hora de convencer ela a te deixar ir para o show. AHUAH

Essa música é linda, ainda mais quando se sabe em que contexto ela foi escrita. Ao contrário do que pode parecer de primeira, não é uma música romântica. A Hayley a escreveu para o Taylor ;-; Gente, sério, quem tem coragem de partir o coraçãozinho do Taylor?????  Enfim, a letra é muito linda e é bastante emotiva.

O instrumental da música é bem limpinho, poucos elementos, mas são coerentes com a fragilidade que a letra necessita. Se os meus ouvidos não estiverem me enganando, até rola um violino na música!!! Mais uma vez, a música cresce aos poucos. Parece ser uma constante nesse álbum novo: sempre tem um momento de explosão nas músicas.

"(One Of Those) Crazy Girls"
O início é só contrabaixo, percussão e a voz da Hayley. Aliás, gosto bastante da ênfase que ela dá em certas palavras, tipo na hora que ela fala "Slow dance". Pode parecer bobeira, mas isso faz toda a diferença na construção da história dessa música. Sim, eu disse história, porque é mais uma daquelas músicas que dá até para imaginar um filmezinho ou um conto.

Depois de 1 min, a guitarra aparece, mas ela fica sempre indo e voltando. A pegada dessa música me lembra aqueles rocks bem antigos, tipo década de 1950/1960.  A guitarra reaparece no final da música, sozinha, enquanto acontece a reviravolta da história da música: "Now I'm One Of Those Crazy Girls". Curiosamente, é uma das poucas músicas que tem um solo de guitarra nesse álbum novo.

Não precisa comentar que essa é a música com o lado narrativo mais claro, né? Eu não sou/Agora eu sou. 



"I'm Not Angry Anymore"
A minha interlude preferida. O ukulele vem com uma sonoridade mais alegre ainda e a letra fala claramente que a época de ira passou, que os Farro estão para trás. E tem um detalhe tão pequeno, mas que faz tanta diferença: tem uma parte da música que dá pra sentir que a Hayley tá cantando e sorrindo ao mesmo tempo (segunda vez que canta "It depends on the day"). Inclusive, indico essa música para qualquer momento de raiva. Prometo que passa (por experiência própria).

"Be Alone"
Outra música que mistura bem o "velho" e o "novo" Paramore: a bateria bem marcada e presente, influência dos velhos tempos, e um riff de guitarra que tem cara de música dos anos 1980. Mais uma ótima música pra fazer rodinha punk. O refrão é bem chiclete e não vai demorar muito tempo para você estar cantando (e batendo cabelo) pela casa.

Não é uma música que eu destacaria no CD, acho que foi um dos movimentos mais seguros que eles tomaram dentre as 17 faixas. Mas, ao mesmo tempo, a música é realmente boa, mesmo sendo bem simples. Certeza que ela será ótima ao vivo, com os fãs cantando a plenos pulmões e dançando.

"Future"
Ok, uma das faixas mais difíceis de comentar, porque é uma das minhas preferidas. Ela já começa diferente de tudo: um pedacinho de uma conversa durante a gravação (sobre a gravação), uma guitarra bem baixinho, só uma baqueta marcando o tempo da música e aí a voz da Hayley surge: "I'm writing the future, writing it out loud...". Pronto, a música acabou de se transformar numa metamúsica (???) e fica explicado o porquê daquele pedacinho de conversa logo no início.

Essa música é muito especial, porque fala sobre deixar o passado para trás e buscar mudar as coisas, construir um futuro novo e melhor, apesar de tudo o que possa ter acontecido. Muita gente reclama que quase não tem vocal nessa faixa, mas, sinceramente, não acho necessário enfiar letra numa música com um instrumental tão forte. Tudo o que tem para ser dito é dito em 2 estrofes, muito bem escritas e expressivas, durante a parte "leve" da música. Daí em diante a faixa ganha, aos poucos, uma sonoridade bem mais agressiva e com cara daqueles "outros" que a banda costuma fazer para as versões ao vivo de algumas músicas.

Um detalhe legal é que a música quase desaparece durante uns segundos e, depois, ressurge, deixando aquela sensação de "Ué, mas não tinha acabado?". Esse fade out de mentira é só mais uma forma do Paramore dizer que não chegou ao fim, que eles voltaram para ficar e que o futuro será ainda mais brilhante que antes.  "Future" é uma belíssima faixa de rock progressivo, com um instrumental impecável e, com certeza, a faixa que melhor representa o amadurecimento musical da banda.


Talvez você não tenha entendido por não conhecer a história toda da banda, não saber a letra das músicas ou não estar nem aí para arte. Mas escute mais vezes que você vai descobrir o que muita gente no mundo já se deu conta. (:

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11 comentários

  1. Nem terminei de ler o artigo.

    Não tome isso como crítica, pelo contrário: eu fui ouvir o CD primeiro. Você me convenceu a ouvir o CD todo quando eu li sua descrição de Daydreaming.
    É realmente um texto fantástico, você me convenceu completamente sem que eu precisasse chegar ao fim dele.
    Parabéns e obrigado.

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  2. Essa nova fase do Paramore me ganhou mais ainda. Já era fã da banda antes, mas esse álbum tem tanto a dizer que não consigo para de ouvir. Quero o show logo!

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  3. Comprei o novo cd e chegou hoje. Algumas músicas (obviamente) já havia escutado, mas ouvir o álbum inteiro em sequência e ver as histórias por trás é fantástico.
    Quando comecei a ler o artigo pensei: "Meu Deus, foi escrito para mim!" Amei e concordo com praticamente tudo!
    Paramore <3

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  4. Post perfeitoooo!Sou fã da banda,chorei lendo,descrição perfeita de todas as músicas do albúm!<3 obg!

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  5. Eu simplesmente amei o post, principalmente na descrição de "Future" que me fez enxergar a faixa de uma outra forma. Parabéns, o conteúdo em si ficou impecável!

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  6. Porra, fantástico, muito bom mesmo, é de arrepiar! Parabéns!

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  7. presta atenção: o som de (One Of Those) Crazy Girls não te lembra Los Hermanos?, aliás, sua crítica está excelente!

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  8. Amei esta crítica, simplesmente perfeita! Só uma coisa, The Only Exception e Proof não tem ligação. The Only Exception, apesar do que muitos pensam, não é uma música exclusivamente sobre amor (Hayley fala sobre isso em uma entrevista pra Alternative Press), e sim sobre a desilusão que ele causa. Já Proof é uma música que dá destaque à esse sentimento, mas de uma forma positiva. Enfim, adorei seu post. Bjos.

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  9. Parabens! Concordo exatamente como vc descreveu o album.

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