autor brasileiro CCResenhas cemitérios de dragões

Cemitérios de Dragões, de Raphael Draccon

29.12.14João Pedro Gomes

"Ainda a muitos quilômetros dali, centenas de bebês continuavam a chorar. Eram sempre eles os primeiros a reconhecer a chegada de tempos ruins".

Um soldado americano. Uma garçonete irlandesa. Uma sobrevivente africana. Um dublê francês. Um hacker brasileiro. Cinco pessoas sem nenhuma relação uma com a outra. Além, é claro, de terem muito azar. À beira da morte, os cinco humanos viajam para uma estranha dimensão para que, com alguma sorte, tentem salvá-la - e, também, o seu próprio mundo - de ser destruída pela fúria dos demônios abissais.

É daí que surge a premissa de Cemitérios de Dragões. Na orelha do livro, a informação de que a história é uma homenagem a séries como Jaspion, Changeman, Flashman e Power Rangers. De todas elas, apenas a última não me é estranha. Na contra-capa, o comentário de que Draccon é um nome forte no grupo que envolve Tolkien, C. S. Lewis e George R. R. Martin. Minha relação com essa vertente da literatura fantástica não é das melhores.

Resumindo: esse livro tinha altas chances de dar errado pra mim. E, de certa forma, foi exatamente o que aconteceu: Cemitérios de Dragões foi uma das leituras mais penosas do ano. E uma das mais surpreendentes também.


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